quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Carta: o dossiê Dantas. A filha do Serra está lá


A revista CartaCapital colocou no ar – clique aqui para ler – o dossiê com todas as reportagens que publicou sobre o passador de bola apanhado no ato de passar bola, Daniel Dantas.


É uma contribuição, diz a Carta, ao “jornalismo investigativo”.

São as reportagens que a Carta publicou (95) até 2008.

A filha do Zé Serra está lá dentro.

O PSDB também.

O Fernando Henrique idem, com batatas.

Já que o PiG (*), especialmente a Folha (**), gosta tanto de dossiê, a CartaCapital dá desinteressada contribuição.

Clique aqui para ler: “Falam mal do BNDES, mas não falam mal da BrOi”


Paulo Henrique Amorim no Conversa Afiada

Entrevista do Serra hoje ao JN

Hoje acontece a entrevista do candidato José Serra no Jornal Nacional da rede Globo, e os entrevistadores, o casal 45, depois de passarem apertado com a ex-ministra Dilma Rousseff, terão uma missão mais fácil já que Serra é da casa.

As perguntas deverão ser mais amenas e leves para não complicar o candidato, que tem mania de agredir quando lhe perguntam algo que o contrarie.

No meio das questões estarão umas duas ou três para não dizerem que é marmelada, que estava tudo acertado com Serra. Aqui as 20 perguntas proibidas e as que serão escolhidas entre as vinte abaixo selecionadas.

Tudo já foi combinado com a assessoria de Serra e a rede Globo, a especialista Fátima Bernardes que tem o dom de fazer perguntas para crianças do maternal já está preparada, e Serra também já preparou as respostas tentando ser simpático na TV. Mas, por responder sem pensar Serra pode estragar tudo.

1. Fátima: Aonde o senhor estava quando criou o FAT?

Serra: Na lua

2. Bonner: Qual foi o maior produto genérico que criou?

Serra: O prefeito de São Paulo, o Kassab é genérico do Alckmin, em vez de apoiar o Geraldo Alckmin fui de kassab.

3. Fátima: Porque o senhor não gosta do Alckmin e prefere o Kassab?

Serra: Só para variar, em vez de picolé de chuchu mudei para o de goiaba

4. Fátima: Durante o Natal o que mais gosta de fazer?

Serra: Distribuir os panetones do Arruda para as crianças.

5.Bonner: Se o senhor não ganhar a eleição vai ficar sem emprego?

Serra: Não, foi receber da Alston, o seguro desemprego que eu digo sempre que criei.

6. Fátima: Porque os motoristas de caminhão não querem ir pelo Rodoanel?

Serra: Porque eles não conhecem o caminho, e esse negócio que é inseguro, não tem iluminação, nem posto de parada, e tem assalto, é tudo trololó.

7. Bonner: O buraco do metrô ficou marcado na sua cabeça?

Serra: Não porque eu não sei quem caiu lá e não conhecia ninguém, e também nem sei quantas pessoas do entorno ainda estão sem casa para morar.

8. Bonner: Caso não ganhe a eleição o senhor pode mudar de partido?

Serra: Posso, vou sair do PSDB e vou para o PCC são eles que mandam mesmo.

9. Fátima: Porque as professoras sempre o colocavam de castigo?

Serra: Porque eu faltava nas aulas de economia, mas elas não me batiam.

10. Bonner: Já que o senhor é economista, o que acha do mercado financeiro?

Serra: Uma boa, sempre apliquei os recursos da saúde nos bancos.

11. Bonner: O que foi fazer na Central do Brasil no discurso de Jango em 1964?

Serra: Fui ver os que me traiam e se estavam presentes os meus futuros parceiros do DEM, que antes eram da UDN.

12. Fátima: O senhor acha mineiro coió mesmo?

Serra: O mineiro não é tonto e ainda não percebeu o quanto gosto deles

13. Bonner: O senhor já mandou sua foto para os aliados colocarem nos comitês?

Serra: Não acordei na hora de tirar as fotos, mas amanhã vou mandar

14. Fátima: Caso eleito o Bolsa Esmola que o senhor sempre falava vai continuar?

Serra: Vai e vou aumentar

15. Bonner: É verdade que não entende o sotaque dos países do MERCOSUL?

Serra: Não entendo nada, como não entendo os do nordestinos, goianos e mineiros, é tudo do estrangeiro pra mim.

16. Fátima: Quem manda na sua casa, ou também tudo se resolve junto com o DEM?

Serra: Nem vou falar da minha casa porque não está na declaração de renda

17. Fátima: Qual a música de carnaval que o senhor mais gosta?

Serra: Aquela do refrão, Aceita o Índio que quer o apito, se não pau vai comer.

18. Fátima: E a grande recordação de uma música de sua juventude?

Serra: É mais ou menos assim, "Ninguém me ama, ninguém me quer"

19. Fátima: O senhor sabe de cor a letra da batatinha quando nasce?

Serra: Isso não tem nada a ver com agricultura familiar, tem?



20: Bonner: Agora as declarações finais e o senhor pode ficar até o fim da noite para ver se lembra de alguma coisa de bom que fez para o país.

Serra: Boa Noite!



segunda-feira, 9 de agosto de 2010

O escândalo Lula

Quem olhasse para o Brasil através da imprensa, não conseguiria entender a popularidade do Lula. Foi o que constatou o ex-presidente português Mario Soares, que a essa dicotomia soma a projeção internacional extraordinária do Lula e do Brasil no governo atual e não conseguia entender como a imprensa brasileira não reflete, nem essa imagem internacional, nem o formidável e inédito apoio interno do Lula.

Acontece que Lula não se subordinou ao que as elites tradicionais acreditavam reservar para ele: que fosse eternamente um opositor denuncista, sem capacidade de agregar, de fazer alianças, se construir uma força hegemônica no país. Ficaria ali, isolado, rejeitado, até mesmo como prova da existência de uma oposição – incapaz de deixar de sê-lo.

Quando Lula contornou isso, constituiu um arco de alianças majoritário e triunfou, lhe reservavam o fracasso: ataque especulativo, fuga de capitais, onda de reivindicações, descontrole inflacionário, que levasse a população a suplicar pela volta dos tucanos-pefelistas, enterrando definitivamente a esquerda no Brasil por vinte anos.

Lula contornou esse problema. Aí o medo era de que permanecesse muito tempo, se consolidasse. Reservaram-lhe então o papel de “presidente corrupto”, vitima de campanhas orquestradas pela mídia privada – como em 1964 -, a partir de movimentos como o “Cansei”. Ou o derrubariam por impeachment ou supunham que ele pudesse capitular, não se candidatando de novo, ou que fosse, sangrado pela oposição, ser derrotado nas eleições de 2006. Tinham lhe reservado o destino do presidente solitário no poder, isolado do povo, rejeitado pelos “formadores de opinião”, vitima de mais um desses movimentos que escolhem cores para exibir repudio a governos antidemocráticos e antipopulares.

Lula superou esses obstáculos, conquistou popularidade que nenhum governante tinha conseguido, o povo o apóia. Mas nenhum espaço da mídia expressa esse sentimento popular – o mais difundido no país. O povo não ouve discursos do Lula na televisão, nem no rádio, nem os pode ler nos jornais. Lula não pode falar ao povo, sem a intermediação da mídia privada, que escolhe o que deseja fazer chegar à população. Nunca publica um discurso integral do presidente da republica mais popular que o Brasil já teve. Ao contrário, se opõem frenética e sistematicamente a ele, conquistando e expressando os 3% da população que o rejeita, contra os 82% que o apóiam.

Talvez nada reflita melhor a distância e a contraposição entre os dois países que convivem, um ao lado do outro. Revela como, apesar da moderação do seu governo, sua imagem, sua trajetória, o que ele representa para o povo brasileiro, é algo inassimilável para as elites tradicionais. Essa mesma elite que tinha uma imensa e variada equipe de apologetas de Collor e de FHC, não tolera o fracasso deles e o sucesso nacional e internacional, político e de massas, de um imigrante nordestino, que perdeu um dedo na máquina, como torneiro mecânico, dirigente sindical e um Partido dos Trabalhadores, que não aceitou a capitulação ou a derrota.

Lula é o melhor fenômeno para entender o que é o Brasil hoje, em todas as posições da estrutura social, em todas as dimensões da nossa história. Quase se pode dizer: diga-me o que você acha do Lula e eu te direi quem és.

Leia mais no Blog do Emir Sader

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Espetáculo deprimente



Não há nada mais sagrado que as crianças. Claro que elas, na sua pureza e ingenuidade, podem gritar o nome de um candidato, correr atrás dele, se agitarem com a movimentação dos fotógrafos e cinegrafistas. E ninguém pode condenar um candidato por conversar com uma crinaça, até mesmo colocá-la no colo, porque é natural que, desde que não haja apelação, essa aproximação carinhosa aconteça.

E é até bom, porque ao contrário dos adultos, as crianças não se intimidam e muitas vezes falam o que todos pensam e poucos dizem.

Mas não é admissível que uma escola estadual monte um corinho infantil para gritar o nome de um candidato a presidente. Foi o que fez alguém da Escola Técnica Estadual de Heliópolis. E as crianças, na pureza que lhes brotou gritaram, mas “Lula, Lula, Lula”, até que um adulto, talvez alguém que se intitule professor, ou diretor, viesse “corrigi-las” para gritar “Serra, Serra”.

Com a indicação de nossos leitores, aí está o vídeo. Vergonhoso, repugnante.

Honestamente, pensei se deveria ou não reproduzi-lo, em respeito às crianças. Mostro, porque acho que o Ministério Público Eleitoral, que enxerga “uso da máquina” quando uma multidão de adultos grita o nome de Dilma, tem a obrigação de agir imediatamente, já, agora, contra esta monstruosidade. Os responsáveis por esta “escola” têm de explicar de quem partiu a ordem para isso ou se são eles, apenas, os responsáveis.
Leia mais no Tijolaço

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

PSDB é contra Bolsa Formação dos policiais do Brasil

AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE (Med. Liminar) 4011-1


Origem: DISTRITO FEDERAL Entrada no STF: 25/01/2008

Relator: MINISTRO CELSO DE MELLO Distribuído: 01/02/2008

Partes: Requerente: PARTIDO DA SOCIAL DEMOCRACIA BRASILEIRA - PSDB (CF 103, VIII)

Requerido :PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Interessado:

 O PSDB deixou os policiais civis e militares do Estado de São Paulo sem a opção de poder receber o benefício de R$ 400,00 mensais (válido por 12 meses, renovado a cada curso realizado) do programa Bolsa Formação oferecido pelo Governo Federal, que é concedido em contrapartida àqueles que fazem os cursos da rede de Educação à Distância do PRONASCI – Ministério da Justiça.

A intenção do PSDB era que nenhum policial do país recebesse esse benefício. O PSDB recorreu ao Supremo Tribunal Federal contra dois pontos da Medida Provisória 416, que instituiu os programas Bolsa Formação, Reservista Cidadão, Mulheres da Paz e Proteção de Jovens em Território Vulnerável, no âmbito do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania, o Pronasci.

Pretende o PSDB (a ação ainda está em curso) que nem policiais civis, nem militares e nem guardas municipais recebam esse benefício que tanto lhes tem ajudado na sua formação profissional e no custeio de suas atividades financeiras.

Em obediência ao posicionamento político do PSDB, o Governo do Estado de São Paulo se recusou a fazer o convênio com o PRONASCI, de modo que todos os servidores estaduais da área da Segurança Pública ficaram impedidos de se inscrever nos cursos oferecidos pelo programa, como conseqüência, sem receber a Bolsa Formação, que hoje é de R$ 400,00 mensais, durante 12 meses, renovadas a cada curso concluído.

Com essa postura de José Serra os policiais do Estado de São Paulo perderam duas oportunidades: 1ª - A de freqüentar cursos totalmente voltados para o aperfeiçoamento profissional na área da segurança pública; 2ª – A de receber a contrapartida de R$ 400,00 (Quatrocentos Reais) mensais, que poderia servir como complemento aos baixos salários que recebem desse mesmo governo do PSDB.

Por causa dessa atitude, não é difícil imaginar o que pode acontecer com todos os policiais do Brasil caso o PSDB saia vitorioso nas eleições para a Presidência da República.



Confira abaixo as informações sobre a ADIn:



AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE (Med. Liminar) 4011-1

Origem: DISTRITO FEDERAL Entrada no STF: 25/01/2008

Relator: MINISTRO CELSO DE MELLO Distribuído: 01/02/2008

Partes: Requerente: PARTIDO DA SOCIAL DEMOCRACIA BRASILEIRA - PSDB (CF 103, VIII)

Requerido :PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Interessado:





Dispositivo Legal Questionado



Arts. 002º e 003º da Medida Provisória nº 416, de 23 de janeiro

de 2008.



Medida Provisória nº 416, de 23 de janeiro de 2008.

Altera a Lei no 11530, de 24 de outubro

de 2007, que institui o Programa

Nacional de Segurança Pública com

Cidadania - PRONASCI, e dá outras

providências.



Resultado da Liminar

Aguardando Julgamento



Link do STF:

http://www.stf.jus.br/portal/peticaoInicial/verPeticaoInicial.asp?

base=ADIN&s1=pronasci&processo=4011

base=ADIN&s1=pronasci&processo=4011
Créditos ao Grupo Beatrice

domingo, 1 de agosto de 2010

Vergonha da Fronteira Livramento e Rivera


Praça internacional de Livramento é um lixão a céu aberto


Ontem, por ocasião do aniversário de Santana do Livramento - 187 anos da sua fundação - o presidente Lula visitou-a, aproveitando para se encontrar com o presidente do Uruguai, Pepe Mujica, com o qual assinou tratados comuns e conversou sobre a paz na América Latina, entre outros temas.

No entanto, o clima não foi só de festas e rosas, como se diz. Segundo fontes bem informadas repassadas com exclusividade a este blog DG, o presidente Lula ficou aborrecido com o quadro de degradação urbana da Praça Flores da Cunha (Praça dos Cachorros) e do Parque Internacional, em Livramento.

Como se sabe, Livramento, no Brasil, e Rivera , no Uruguai, são cidades-gêmeas, onde existe apenas um único conjunto urbano, sem divisões físicas ou embaraços aduaneiros. Se distingue que estamos numa fronteira internacional apenas pelo som dos idiomas e os cartazes dos anúncios nas lojas comerciais. Lula, segundo a fonte, teria manifestado profunda irritação com o descaso apresentado no lado brasileiro da linha divisória binacional, onde a Praça dos Cachorros está completamente tomada pelo comércio ambulante, debaixo de barracos improvisados e muito sujeira. O Parque Internacional não encontra-se muito diferente: observam-se árvores centenárias cortadas, muitos bancos quebrados, luminárias sem lâmpadas e com a fiação elétrica exposta, pedras portuguesas com grandes falhas, bem como cercada de ambulantes que vendem alimentos e bebidas em trailers, mesas e cadeiras.

A área pública está, portanto, invadida pelo descaso das autoridades e pelo comércio improvisado e ilegal, num cenário de vale-tudo que degrada a convivência amigável das cidades-gêmeas, tão visitadas por turistas em qualquer época do ano.

Veja o vídeo (acima) e constate você mesmo, como era (foto ao lado) e como está hoje. Este breve documentário é parte de uma campanha - apartidária e inominada - pela restauração dos dois espaços públicos de Santana do Livramento (RS).

Assine o abaixo-assinado que está aqui no blog Santana do Livramento, especialmente criado para a campanha de revitalização da Praça dos Cachorros e do Parque Internacional.

Mesmo que você não tenha nascido em Livramento, como é o meu caso (nem todos são perfeitos!), por favor, apoie e divulgue esta campanha cidadã.
Postagem pescada do Diário Gauche
PS.Cheguei neste momento em casa, depois de uma semana na fronteira, que por acaso é minha cidade (s) natal. Recebi no Facebook este video e hoje me deparei com ele nos escritos do atualissimo sociólogo Critóvão Feil. Voltarei ao tema depois de relaxar destes 500 km.