terça-feira, 12 de outubro de 2010

Servidor municipal é preso por transportar agrotóxicos em ambulância na Fronteira Oeste

Homem foi preso em flagrante por contrabando, depois de abordagem da Operação Sentinela


Policiais Federais flagraram, na manhã desta terça-feira, um servidor público de Santana do Livramento, na Fronteira Oeste, que transportava produtos agrotóxicos de origem estrangeira em uma ambulância da prefeitura do município. O veículo foi abordado por volta das 6h, na BR-158, nas proximidades do trevo de acesso a Dom Pedrito, na região da Campanha.

O motorista, que estava acompanhado por uma servidora, foi preso em flagrante por contrabando e conduzido ao Presídio Estadual. A servidora foi liberada.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Dilma trucidou o Serra. Ele é “o homem de mil caras”


Você não é o cara. Você é o homem de mil caras. Eu lamento as suas mil caras, ela disse.
Dilma partiu para cima do Serra.
Dilma foi Dilma e enfrentou o Zé Baixaria – o homem de “mil caras”.
O debate na Band serviu para mostrar que a Dilma cresce na briga.
Deixa a Dilma falar, galera !, não é isso, Agripino Maia ?
O PiG (*), nesta segunda-feira, vai se mostrar machista e diretamente atingido.
Vai acusar a Dilma de “agressiva”, expressão que ele usou, ao ser levado para as cordas e apanhar, do início ao fim.
Quer dizer que eles queriam que a Dilma sofresse com a baixaria e ficasse calada ?
O debate na Band mostrou também que ela sabe do que diz.
O Serra não tem nada dentro.
É um santarrão de pau oco: não produz uma ideia original.
E se ele achou que tinha encurralado a Dilma com o segundo turno, deu-se mal.
A Dilma citou algumas estrelas da constelação tucana, para mostrar que não vai se intimidar com a questão dos Valores e da Ética.
Ricardo Sergio de Oliveira.
Davizinho, aquele da Petrobrax, de olho no pré-sal.
Mendonção, do telefonema “isso vai dar m …”.
E a mulher do Serra, a Monica Serra, de óculos de armação vermelha, que foi dizer que a Dilma era a favor de matar criancinha – Dilma falou da Monica com todas as letras.
Ela lembrou do tucano que sumiu com 4 milhões da campanha do Serra.
A Dilma não parava de falar que eles venderam o Brasil.
O Fernando Henrique disse que o Serra é quem mais gostava de privatizar.
Você conseguiria dar a lista das empresas que você privatizou, Serra ?
Serra acusou o PT de ser contra a privatização e, se dependesse dele, os brasileiros dependeriam dos orelhões.
Não, Serra, disse a Dilma: hoje os brasileiros têm acesso à banda larga.
Dilma lembrou que o Banco do Brasil comprou a Nossa Caixa para não deixar o Serra privatizá-la.
Os aeroportos estão cheios ?
Sim, disse a Dilma.
Porque agora o pobre também pode andar de avião.
No Governo dele, só os ricos.
Serra fala em criar o Ministério da Segurança: e como é que ele deixou entrar celular nas cadeias de São Paulo para detentos simularem sequestros ?
Os delegados de São Paulo têm o Pior Salário Do Brasil, o PSDB.
O crack ?
São Paulo tem 300 mil drogados e 90 vagas para cuidar deles.
Serra retrucou, indignado: não são 95, mas 300 !
Um jenio.
Sobre os professores.
Dilma prefere tratá-los sem cassetete.
Sobre o aborto.
Quando uma mulher chegar a um hospital por ter feito um aborto, você vai atender essa mulher ou vai mandar prendê-la ?
Dilma disse que concorda com a providência que o Serra, Ministro da Saúde, adotou para regulamentar o aborto –  legal – no sistema do SUS.
E acusou o vice do Serra, um tal de índio, de fazer campanha cavilosa no submundo da treva para atingir a religiosidade da Dilma.
(No horário eleitoral, antes do debate, Serra usou mil vezes a expressão “o Brasil que está nascendo”.)
Quando a Dilma perguntou se ele assumia o compromisso de manter o Bolsa Família, a Dilma lembrou que ele foi ao cartório dizer que não deixaria a prefeitura de São Paulo – e deixou.
O Serra pensou que ia encurralar a Dilma, porque ele – como os tucanos de são Paulo – é “preparado”.
Serra foi trucidado.
E, como ele, no fundo, é um homem inseguro, vai chegar agora aos próximos debates com a crista baixa, “do bem”.
Os tucanos saíram da Band com o bico entre as pernas.
Comprovaram que o jenio não tem nada dentro.
A baixaria é a última (e única) arma dele.
Será que existe uma lei tipo Maria da Penha, mas para os homens que apanham de mulher ?, pergunta o amigo navegante Cacau.
A Dilma botou o Serra no colo do Agripino, diz o amigo navegante Lau Costantin.
Em tempo: como diz o amigo navegante Pablo Diego, o Serra não foi capaz de defender nem a mulher.

Em tempo 2: Segundo o Medeiros, amigo navegante, o PiG vai dar as seguintes manchetes: Dilma mostrou o lado guerrilheira; Dilma não respeitou a Igreja e atacou o São Serra;  Dilma foi armada com uma AK-47; Serra chorou nos bastidores, coitadinho ! Otavinho emprestou o lenço, que bonzinho !

Paulo Henrique Amorim no Conversa Afiada

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Dilma, mostre que é de briga



Mino Carta

O Brasil merece a continuidade do governo Lula em lugar da ferocidade dos eleitores tucanos

As reações de milhares de navegantes da internet envolvidos na celebração dos resultados do primeiro turno como se significassem a derrota de Dilma Rousseff exibem toda a ferocidade – dos súditos de José Serra. Sem contar que a pressa de suas conclusões rima sinistramente com ilusões.

Escrevi ferocidade, e não me arrependo. Trata-se de um festival imponente de preconceitos e recalques, de raiva e ódio, de calúnias e mentiras, indigno de um país civilizado e democrático. É o destampatório de vetustos lugares-comuns cultivados por quem se atribui uma primazia de marca sulista em relação a regiões- entendidas como fundões do Brasil. É o coro da arrogância, da prepotência, da ignorância, da vulgaridade.
É razoável supor que essa manifestação de intolerância goze da orquestração tucana, excitada pelo apoio maciço da mídia e pelos motes da campanha serrista. Entre eles, não custa acentuar, a fatídica intervenção da mulher do candidato do PSDB, Mônica, pronta a enxergar na opositora uma assassina de criancinhas. A onda violeta (cor do luto dos ritos católicos) contra a descriminalização do aborto contou com essa notável contribuição.
Ocorre recordar as pregações dos púlpitos italianos e espanhóis: verifica-se que a Igreja Católica não hesita em interferir na vida política de Estados laicos. Não são assassinos de criancinhas, no entanto, os parlamentares portugueses que aprovaram a descriminalização do aborto, em um país de larguíssima maioria católica. É uma lição para todos nós. Dilma Rousseff deixou claro ser contra o aborto “pessoalmente”. Não bastou. Os ricos têm todas as chances de praticar o crime sem correr risco algum. E os pobres? Que se moam.
A propaganda petista houve por bem retirar o assunto de sua pauta. É o que manda o figurino clássico, recuar em tempo hábil. Fernando Henrique Cardoso declarava-se ateu em 1986. Mudou de ideia depois de perder a Prefeitura de São Paulo para Jânio Quadros e imagino que a esta altura não se abstenha aos domingos de uma única, escassa missa. Se não for o caso de comungar.
A política exige certos, teatrais fingimentos. Não creio, porém, que os marqueteiros nativos sejam os melhores mestres em matéria. Esta moda do marqueteiro herdamos dos Estados Unidos, onde os professores são de outro nível, às vezes entre eles surgem psiquiatras de fama mundial e atores consagrados. Em relação ao pleito presidencial, as pesquisas falharam e os marqueteiros do PT também.
Leio nesses dias que Dilma foi explicitamente convidada por autoridades do seu partido a descer do salto alto. Se subiu, de quem a responsabilidade? De todo modo, se salto alto corresponde a uma campanha bem mais séria e correta do que a tucana, reconhecemos nela o mérito da candidata.
Acaba de chegar o momento do confronto direto, dos debates olhos nos olhos. Ao reiterar nosso apoio à candidatura de Dilma Rousseff, acreditamos, isto sim, que ela deva partir firmemente para a briga, o que, aliás, não discreparia do temperamento que lhe atribuem. Não para aderir ao tom leviano e brutalmente difamatório dos adversários, mas para desnudar, sem meias palavras, as diferenças entre o governo Lula e o de FHC. Profundas e concretas, dizem respeito a visões de vida e de mundo, e aos genuínos interesses do País, e a eles somente. Em busca da distribuição da riqueza e da inclusão de porções cada vez maiores da nação, para aproveitar eficazmente o nosso crescimento de emergente vitorioso.
CartaCapital está com Dilma Rousseff porque é a chance da continuidade e do aprofundamento das políticas benéficas promovidas pelo presidente Lula. E também porque o adágio virulento das reações tucanas soletra o desastre que o Brasil viveria ao cair em mãos tão ferozes.

P.S. Bem a propósito: a demissão de Maria Rita Kehl por ter defendido na sua coluna do Estado de S. Paulo a ascensão social das classes mais pobres prova que quem constantemente declara ameaçada a liberdade de imprensa não a pratica no seu rincão.

Mino Carta é diretor de redação de Carta Capital. Fundou as revistas Quatro Rodas, Veja e CartaCapital. Foi diretor de Redação das revistas Senhor e IstoÉ. Criou a Edição de Esportes do jornal O Estado de S. Paulo, criou e dirigiu o Jornal da Tarde. redacao@cartacapital.com.br

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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Vídeo para assistir na igreja: o pecado do falso testemunho


Video para alguns tucanos, católicos e evangélicos que disseminaram mentiras e ilações contra Dilma Rousseff na internet. A verdade prevalecerá
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Pão, pão; queijo,queijo

metafísica/fantasia. contra o mundo.. o real/concreto.
explica bem o fenômeno que foi personalizado em marina.
e une os vários uns que votaram verde.
vejam bem .. alguns votaram marina,, outros votaram verde.. outros votaram assembléia de deus.. também votaram direita envergonhada.. e votaram os decepcionados com a realpolitik. [ também os moraleiros.. a pior forma de fantasia metafísica.. e os fashion-politik. ]
realpolitik. essencial para o exercício do poder.. pra escapar  do inexorável destino das esquerdas metafísicas.. a derrota ou o fracasso.
realpolitik rejeitada por príncipio/estratégia pelos construtores de mentes. pelas religiões [ incluo aí todas as fantasias desmobilizadoras. inclusive as laicas.. midiáticas. e os vários truques da biopolítica das mentes. esse lance skinner-goebbels que os usamerika espalharam pelo mundo. ].. historicamente instrumento de dominação/manipulação. zeladores da inconsciência.
que têm em comum esses vários uns?.. a metafísica.
o cultivo da fantasia.
a rejeição infantil da imperfeição da existência.
vítimas do mito da perfeição. platônicos/cristãos.
vejam.. cristianismo é fundação. não basta negá-lo pra estar livre.
o fundamento nihilista cristão/platônico perpassa a sociedade.
a negação do real.. o mito do paraíso permanente. ou perdido. ou futuro.
e o paraíso.. o paraíso real.. é intermitente.
agora é paraíso.. agora não é.
o mito paraíso permanente é nocivo. frustração certa. sem saída.
no pico paraíso perde-se tempo tentando que permaneça pelo sempre sonhado/fantasiado.. e nunca encontrado.. eterno/tempo tempo/eterno.
no momento paraíso perdido.. o desespêro. paraíso sumiu.. não volta mais. tipo cão abandonado.
ao fim.. a vítima.. o crente do paraíso perfeito/permanente.. não curte o momento paraíso por querer eternizá-lo.
e curte profundamente a dor do paraíso perdido.. por temer que se eternize.
..
na política..
lástima que o psol.. a extra-esquerda fashion..  veio com um candidato ridículo como plínio. fosse outro talvez tomasse votos da falsa esquerda dita verde. fosse menos folclórico/viajante.. aí quem sabe?.. [ resta saber se hoje é possível alguma extra-esquerda que não seja folclórica/inviável.
o discurso metafísico enlouquecido de plínio só fez graça. um porcento. fato.
sobrou pro verdismo madeinusa. madeinusa. tem até câmara de comércio amerikana na história. incrível hulk.
o desmoralizante mesmo [ definitivo! ] na campanha verdosa foi que em nenhum.. nenhum!.. momento se falou do eucalipto brasil afora.. nem da monocultura.. o único discurso era sabotar o estado. contra belomonte. contra a transposição do são francisco [ que é engenheiria básica.. no nilo e no yang-tsé há transposições exitosas construídas há milênios.
viés imperial-sabotador. bandeiroso.
..
o que têm em comum os que votaram 43?..
a metafísica.
cabe desconstruir a metafísica..
com o elogio do real/concreto.
números números números. fatos.
em vinte dias não dá pra resolver milênios de platonismo cristão.. [ ainda não inventaram a vacina fritznietzsche.. que você toma e extermina a metafísica.
argumentem os do argumento.
seduzam os da sedução.
provoquem os da provocação.
estamos decidindo o futuro do mundo.
como sempre aliás.
mas há momentos decisivos.. como agora.
2010. limiar pra consolidar o que será esse século. que abre milênio.
é o brasil a novidade.. o centro do mundo.
organizando/liderando os excluídos da ordem mundial.
brasil/lula é pro mundo o que lula/pt é pros brasileiros.
a organização dos excluídos. pra ascender à primeira divisão.
..
a história.. o tempo.. está conosco. somos o futuro.
à luta.
Por: Francisco Latorre

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A direitona se tinge de verde, de olho no pré-sal



A ideologia da direitona é o dinheiro. A direitona, associada ao grande capital internacional, não se importa muito com os intermediários. Eles podem ser verdes, vermelhos ou azuis — desde que se transformem em agentes da privatização da riqueza financeira e mineral de um país. A direitona faz as concessões que julga necessárias em defesa de seus interesses “maiores”.
Na campanha presidencial de 2010, a direitona encarnou em José Serra, um “esquerdista” para os padrões nacionais. Por motivos táticos, a direitona agora prega a sustentabilidade, o mundo pós-carbono e outros dogmas do eco-capitalismo. A direitona acha o petróleo um nojo, a não ser na forma da querosene que abastece os jatinhos.
Nos Estados Unidos, quando a direitona corria o risco de perder o controle da Casa Branca, com o absoluto fracasso das políticas externa e econômica do presidente George Bush, embarcou na onda de John McCain, que tratou de repaginar como um candidato independente (de quem?), outsider em relação a Washington (um senador desde 1987!) e patriota (ou “do bem”).
Derrotada nas urnas, a direitona instalou os seus no Tesouro e no “coração” do governo Obama (o equivalente à Casa Civil) para:
1. Promover o resgate de Wall Street com dinheiro público;
2. Promover uma política externa subordinada aos interesses do complexo industrial-militar (na formulação de Dwigth Einsenhower, aquele famoso comunista).
Hoje, depois de promover a privatização das terras brasileiras para servir ao agronegócio, depois de promover a produção hidrelétrica na Amazônia para servir às mineradoras, depois de associar a produção de brasileira de grãos aos interesses das gigantes do setor (dentre as quais a Monsanto), a direitona só tem olhos para o pré-sal.
São trilhões de dólares em recursos minerais que significam muito mais que a maior descoberta de petróleo recente em todo o planeta. São uma sobrevida para a indústria de máquinas e equipamentos de alto valor agregado, que se via em apuros diante do chamado “pico do petróleo”, ou seja, daquele momento em que as reservas petrolíferas em terra vão começar a declinar.
Ou vocês acham que a direitona promoveu a invasão do Iraque para punir Saddam Hussein?
As reservas do pré-sal são essenciais para que a direitona financie, com riqueza alheia, o desenvolvimento das tecnologias da chamada “energia limpa”, que marcarão uma nova etapa na subordinação das “economias emergentes” aos paises ditos “centrais”. A etapa da subordinação intelectual. Nosso papel é comprar essas tecnologias pagando com os grãos (para alimentar os porcos), os produtos da terra (como os minérios) e o trabalho remunerado a 600 reais por mês! E tome “sustentabilidade” em revistas de papel couché e tintas altamente poluentes.
Nessa equação, o verdismo à brasileira oferece a cobertura ideológica para que a gente se desfaça de todo aquele petróleo — sujo!!! — abaixo do preço, obtendo em troca por preço aviltante as miraculosas tecnologias da tal “energia limpa”. Vamos todos instalar fotocélulas alemãs para esquentar a água do banho, enquanto a degradação ambiental causada pela produção de commodities será vista como consequência “natural” do desenvolvimento.
Teremos sempre a possibilidade de fazer um plebiscito.