sábado, 28 de fevereiro de 2009

Pacote de bondades de Yeda " a louca "


De acordo com a abelhinha e jornalista do Panfleto da Azenha, Rosane de Oliveira, na segunda feira à governadora Yeda “a louca” Crusius dará uma entrevista coletiva para a tartufada gaudéria.
- Diz a abelhinha, jornalista, secretária e advogada da direita guasca, que Yeda comunicará “fatos relevantes” para os gaúchos.
- Disse mais, que apresentará um pacote de bondades ao Rio Grande.
- Pacote de boas noticias.
- Calma pessoal, não enfartem até segunda.
- Talvez ela mande prender a Luciana Genro e o Pedro Ruas.
- Já pensou se ela, o vice e “os aliados” renunciarem coletivamente?
- E se ela resolver publicar todos os documentos da compra da mansão?
- E se ela esclarecer, timtim por timtim o escândalo do propinoduto do Detran, e de lambuja trazer a luz da verdade todos os fatos que fizeram com que quase todo seu secretariado apeasse do cavalo, abalados por sucessivos escândalos que estão rendendo indiciamentos.
- O que afinal contém este pacote de bondades yedistas? Façam suas apostas, eu acho que é a renuncia.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Latifundio, panfletos e abigeato

Hoje li no panfleto da Tamandaré que a FARSUL, entidade que congrega os maragatos e herdeiros de Bento Gonçalves e outros pseudo heróis da Revolução (?) Farroupilha ( para alguns tartufos e latifundiários) a rigor guerra civil regional e mal lograda como escreveu o Cristóvão Feil lá no diario gauche . Mas, enfim, a agrupação do atraso FARSUL, contratou uma pesquisa para verificar os índices de abigeato no estado, que apontou Livramento como o município onde a incidência é maior de roubo de gado.
- Fiquei imaginando, quanto os latifundiários pagaram por este levantamento?
- Para descobrir o óbvio.
- De acordo com o levantamento, em Livramento no ano de 2008 foram 232 registros e em Bagé (2º colocado) 226.
- Sempre foi e sempre será assim aqui por estas bandas, que se forjou no contrabando e roubo de gado.
- Aliás, muitos heróis farrapos fizeram fortunas com estas práticas. A historia que o diga.
- Como diz uma música gaudéria, mesmo que roubem tudo... ainda sobra guampa.
- Se considerarmos que, entre guampas e pelegos Livramento ultrapassa a soma de 1, 1 milhão de bichinhos, estes 19 registros mensais não significam nada.
- Principalmente para 185 latifundiários que são donos de 54% do território santanense.
- Sabe quanto é isso? Mais de 3.600 km².
- Caberia porto alegre e a região metropolitana nestas estâncias.
- Mas, a outra noticia do panfleto bovino e rural, fez-me rir um pouco mais.
- Uma espécie de noticia policial, rural, cômica e repetitiva.
- Sabe qual a manchete amigo leitor?
- Criadores da fronteira são lesados por estelionatários.
- Este “golpe” é mais antigo que andar a pé.
- O pior é que alguns bombachudos do Rincão do Atraso ainda não aprenderam.
- Desde criancinha que vejo estes lamentos. Aparecem os “compradores” de frigoríficos que trocam mensalmente de razão social.
- Habilmente começam fazendo compra dos bichinhos de guampa e pagando a vista, conversam os bombachudos, pagam alguns centavos a mais por kg e em alguns meses não pagam mais ninguém.
- Vários frigoríficos aqui outrora instalados usaram deste mesmo expediente.
- Alguns abertos e mantidos com dinheiro público.
Mas não é nada. Choveu bastante nas ultimas semanas, não temos mais déficit hídrico, os “campos” se recuperaram (quase ninguém planta pastagem por aqui), não precisa olhar p’ro céu e reclamar de Deus.
- Como me disse um amigo “criador”: As vacas estão criando bem os terneiros com esta chuva. Portanto, o rebanho fronteiriço continuará crescendo em 2009 e gerando emprego e renda n’outros municípios e enchendo o bolso de alguns espertos que sacaneiam os bombachudos.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello, dois sabujos


Saiu no "Globo"

“STF: repasse de verba pública ao MST é ilegal – Presidente do Supremo critica violência do movimento e diz que autoridades não podem tolerar invasões… Ontem, ele (Gilmar Dantas, segundo Ricardo Noblat) convocou a imprensa para dizer que os repasses de dinheiro público a movimentos que atuam dessa forma são tão ilegais quanto as invasões realizadas durante o Carnaval.”


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Quer dizer que o Supremo Presidente do Supremo se dá ao trabalho de convocar a imprensa na quarta-feira de Cinzas?
Por que será?
Com medo que o Carlinhos Brown e o Salgueiro monopolizassem o noticiário?
Porque seu concorrente, o Ministro Marco Aurélio de Mello, ocupou espaço no PiG (*) com a história – clique aqui para ler – de que é proibido usar a internet para passar um e-mail que contenha o nome de Dilma Rousseff?
Gilmar Dantas, segundo Noblat, resolveu expressar sua opinião irrelevante sobre um assunto que pode estar na pauta do Supremo.
O Presidente Supremo do Supremo, Ele pode tudo.
Por que a opinião dEle sobre o MST interessaria?
Ele não inovou nada: os editoriais do Estadão dizem isso segundas, quartas, sextas e domingos…
A opinião dEle sobre o MST – fora dos autos – me interessa tanto quanto a do Carlinhos Brown.
A opinião dele só interessa quando expressa em votos, num julgamento no Supremo.
Fora dos autos, não vale um tostão furado.
A certa altura, Ele diz assim: “… a sociedade tolerou excessivamente esse tipo de ação por (êta, cacofonia, senhor Presidente!) razões diversas (???), talvez um certo paternalismo, uma certa compreensão (???), mas isso não é compatível com a Constituição”.
É o que se chama de “sociologia de botequim”.
Antes de pronunciar truísmos dessa natureza, Ele deveria consultar seu patrono e mentor, o Farol de Alexandria, que daria um verniz acadêmico a essas banalidades.
O Farol de Alexandria é especialista em não dizer nada e fazer com que os outros o levem a sério.
Gilmar Dantas, segundo Noblat, ainda não chegou lá.
A “entrevista” dEle não tem nenhum valor legal.
É uma tentativa de intervir no processo político e mais nada.
E começar a maratona de mídia pós-carnavalesca.


Via Coversa Afiada


Como considero estes dois capa preta a decadência do judiciário brasileiro, desejo vida longa ao MST e continuaremos na campanha da Dilma 2010.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

A RBS e sua balança viciada

Quando insistimos, aqui no blog, que a mídia corporativa é canalha, não cometemos nenhum exagero e nenhuma injustiça.
"Tarso conspira contra Yeda": Essa frase é o título da entrevista que líder do PSDB na Câmara, deputado José Aníbal - SP, deu a Zero Hora de ontem sobre os últimos acontecimentos no desgoverno Yeda.
Por que ZH escolheu essa frase do deputado como título de matéria e não qualquer outra? Ela é uma acusação direta ao Ministro da Justiça. Como essa outra: "o ministro Tarso Genro (Justiça) é um personagem sinistro nessa história". Por que, em nenhum momento, a entrevistadora pergunta se ele pode sustentar tais acusações?
Onde estão as provas, já que a RBS e seus celetistas, agora, urram na beira do penhasco clamando por elas, em relação às denúncias do PSOL contra Yeda?
Por que esse título não veio acompanhada do complemento "sem apresentar provas", como fez hoje ZH: "Sem provas, PSOL acusa governo Yeda."?
Como Aníbal sustenta sua ilação primária de que "Tarso é o chefe da Polícia Federal. E é pai da Luciana Genro, que é do PSOL" ?
Por que ZH considera a acusação sem provas do deputado como "a mais enfática defesa da governadora Yeda Crusius." ?
Por que ZH não considera igualmente “barbárie política” as acusações do deputado?
Impressionante: dois pesos e duas medidas em cada frase!!!

domingo, 15 de fevereiro de 2009

O verdadeiro palanque de Dilma Rousseff

"Quando dirigentes do PSDB e do DEM anunciam que entrarão com consulta no TSE pedindo que sejam estabelecidos limites para a participação do presidente Lula em atos junto com a ministra Dilma Rousseff, o motivo não é, como alegam, indignação com campanha antecipada. É pânico".
Se na vida pessoal é importante parar para refletir como estamos nos relacionando com nossas ambições e quais são as reais motivações que nos movem, na vida política é preciso atentar para os torneios lingüísticos cheios de subentendidos da oposição brasileira. Nos dois casos, os jogos de aparência não costumam resistir por muito tempo. Buscar conhecer bem os percalços, intimidades e armadilhas de discursos que, de tão repetidos, se incorporaram à rotina da pequena política, nos leva a enxergar melhor como a sabotagem institucional é, desde sempre, imperativo de sobrevivência da direita brasileira. Quando dirigentes do PSDB e do DEM anunciam que entrarão com consulta no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ”pedindo que sejam estabelecidos limites para a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em atos políticos junto com a ministra Dilma Rousseff", o motivo não é, como alegam, indignação com campanha antecipada ou uso de máquina pública em favor de uma provável candidatura governista. A questão é mais prosaica e revela apenas o pânico que vai na alma das elites oligárquicas.Os verdadeiros ”palanques" da ministra não são montados em encontros com prefeitos ou em inaugurações de obras do Plano de Aceleração do Crescimento ( PAC). Com tábuas e ferragens de boa qualidade, suas estruturas não comportam madeiras apodrecidas que podem ameaçar a estrutura. É um serviço de palco com indubitável qualidade de material como demonstra o estudo do professor Marcelo Cortes Neri, intitulado “Crônica de uma crise anunciada – choques externos e a nova classe média”.Impressiona saber como na mais grave crise do capitalismo internacional, a economia brasileira mantém dinamismo, assegurando, através do Bolsa Família e outros programas sociais, renda aos mais pobres e um invejável quadro de mobilidade social.Sobre o PAC, Neri é categórico: ”é um plano que talvez não fizesse muito sentido quando ele foi lançado como um plano de aceleração do crescimento, porque a economia estava muito aquecida, e hoje em dia é visto quase como um New Deal americano numa época em que comparações com a grande depressão americana começam a se tornar mais comuns. Então, é meio como se o Brasil criasse um New Deal antes que a depressão fosse anunciada. Aqueles que acham que o Brasil estava com sorte, alguns anos atrás , que sorte temos agora, porque é como se tivéssemos um bilhete de loteria, um seguro que não sabíamos que tínhamos (...)”.Quadro muito distinto do que vimos nos oito anos do consórcio PSDB/PFL. A política econômica produzia desemprego e subemprego em massa. Salários irrisórios não permitiam que as famílias pudessem ter uma vida decente. Ajoelhado diante dos interesses predominantes do capitalismo central, o bloco de poder aceitava de bom grado um ajustamento passivo às exigências do credo neoliberal. Via com bons olhos a liquidação de boa parte da indústria nacional e incentivava um processo de desnacionalização crescente. Esse era o palanque de Serra, em 2002.A partir da eleição de Lula, a estratégia de desenvolvimento econômico e social teve outro norte: reorientação dos recursos produtivos para satisfazer as necessidades de um amplo exército de excluídos; uma política de redistribuição de rendas e da riqueza, baseada na elevação do patamar de salários e em projetos nas áreas de educação, saúde, habitação, transporte e meio ambiente que, simultaneamente, melhoraram as condições de vida, proporcionando emprego à população.Acrescente-se, ainda, políticas industriais e tecnológicas voltadas para a reestruturação do parque produtivo brasileiro, respondendo aos desafios impostos pela conjuntura internacional e às exigências de um sólido mercado doméstico. Apesar de concessões ao agronegócio, não se descuidou de uma política agrícola voltada para o mercado interno.Dialogando com movimentos sociais, foi rompida a tradição brasileira de definição e encaminhamento das questões políticas de forma elitista, autoritária e paternalista. Os partidos políticos de cunho progressista puderam, como instâncias de mediação de interesses conflitantes, apresentar projetos globais de desenvolvimento social.Seria interessante perguntar a alguns ministros do STF em que governo o Poder Judiciário gozou de tanta autonomia como neste? Quando, na nossa rala história republicana, o Executivo foi tão pouco prepotente face ao Judiciário e ao Legislativo?O verdadeiro “palanque" de Dilma Rousseff tem, portanto, dimensão e legitimidade para abrigar muita gente. Pode ser vistoriado por todos os ângulos. No campo dos direitos eleitorais expressa a supressão de todos os obstáculos ao pleno exercício da cidadania. Não cabem recursos de afogadilho. Muito menos petições de uma ética de algibeira.
Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Observatório da Imprensa.
Leia mais no Carta Maior

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Cadeia no Brasil só para pobre, preto e p...


No afã desesperado de garantir a impunidade dos ricos, o Supremo Tribunal Federal, liderado por seu Supremo Presidente, Gilmar Dantas, segundo Ricardo Noblat, tomou a decisão inacreditável de garantir que um acusado ficará em liberdade até que seja condenado na última instância.
. No caso dos ricos, brancos e de olhos azuis, como Daniel Dantas, o bandido condenado, essa última instância será sempre o Supremo.

. A decisão do Supremo terá o efeito imediato de soltar 40% dos que hoje estão nas cadeias brasileiras – e que ainda não foram julgados em última instância.
. Pedófilos, estupradores, traficantes, homicidas, sequestradores, punguistas, espanhóis que se passam por mineiro e conseguem viver nove meses numa prisão comandada por José Pedágio….
. Para proteger os ricos, o Supremo solta todo mundo.
. Ou melhor, 40% de todo mundo.

O Ministro Barbosa é contra.

- Aliás, Barbosa foi relator e voto vencido nesta decisão.

- Leia abaixo o voto do valoroso Ministro Barbosa: (foto acima)


Ele argumentou que rico também tem que ir para a cadeia, caso contrário, o sistema penal vira um “faz-de-conta”. O ministro foi voto vencido, pois o tribunal decidiu, por maioria, que rico não vai mais ser preso no Brasil.
“Nós estamos, ministro Peluso, é criando um sistema penal de faz-de-conta. Nós sabemos que, se tivermos que aguardar o esgotamento do recurso especial e recurso extraordinário, o processo jamais chega ao seu fim. Jamais chega. Todos sabemos disso. Nós sabemos muito bem disso. Basta olhar as nossas estatísticas.

(…)

Ministro, a discussão está indo aqui por um rumo em que se faz o cotejo, se faz o paralelo entre o processo penal e o processo cível. Acontece que nós estamos nos esquecendo que no processo penal o réu dispõe de outros meios de impugnação que não existem no processo cível. O Brasil é o país com a mais generosa teoria do hábeas corpus. Eu não conheço nenhum outro país que ofereça aos réus tantos meios de recurso como o nosso.

(…)

A generosidade com que se admite o hábeas corpus no Brasil faz do Brasil o país em que o acusado criminalmente dispõe do maior número de recursos possíveis. Não há dúvida quanto a isso…

(…)

Eu sou relator nesta casa de uma série de hábeas corpus relacionados a uma estrepitosa ação penal que tem curso no Estado de São Paulo. Só em relação a um dos réus, um dos réus, nos últimos quatro ou cinco anos, eu julguei, foram julgados, nada menos de 62 recursos. Em relação a um deles. Sessenta e dois recursos. Dezenas deles da minha relatoria, outros da relatoria do ministro Eros Grau, outros da relatoria do ministro Ayres Brito, aqui nesta corte. Portanto, o leque de opções de defesa que o ordenamento jurídico brasileiro oferece aos réus é imenso. Inigualável, não existe nenhum país do mundo que ofereça tamanha proteção. Portanto, se resolvermos politicamente, pois essa é uma decisão política e cabe à Corte Suprema tomar essa decisão, que o réu só deve cumprir a pena esgotados todos os recursos, ou seja, até o recurso extraordinário votado por esta corte, nós temos que assumir politicamente o ônus por essa decisão.

(…)

Eu acho que não temos que ficar aqui estabelecendo a diferença entre o processo civil… Não. Essa é uma decisão política. Nós queremos ou não um sistema penal eficiente, eficaz, ou queremos um sistema penal de faz-de-conta.

É exatamente isso.”