domingo, 27 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Os Neo-governistas: Kassab, Kátia Abreu e o Partido Da Boquinha
Não é possível saber até que ponto esta notícia da Folha é confiável, mas em linhas gerais ela apenas reproduz aquilo que vem se desenhando há algum tempo.
De efetivo, temos a certeza de que Kassab está indo fundar seu partido, se aproveitando de uma brecha na lei, o PDB, ou Partido Da Boquinha Partido da Democracia Brasileira e vai levar muita gente, acredita-se que até 20 deputados federais e, então, ou formará frente com o PSB (o saudoso Miguel Arraes se revira na cova) e se fundirá ao partido.
Aqueles que quiserem apenas usar o PDB de ponte, mas não são caras-de-pau o suficiente para entrar no PSB e adotarem o Socialismo Empresarial (invenção do Skaf), poderão escolher depois, livremente, seus partidos de preferência... da base aliada, claro, afinal, todos querem cargos e precisam ter um trabalho "honesto" para justificar a renda originária de fraudes, roubos e etc...
Das duas uma, o novo partido é apenas uma ponte, vazio de ideologia e criado apenas por interesses políticos desonestos (sim, é redundância). A oposição mingua e o governo incha, mas não por adesões ideológicas, mas por interesse em boquinhas e cargos.
Temos dois problemas nisso. Primeiro, o Brasil precisa de oposição. Claro, não esta oposição estúpida e extremista do PSDB/DEM/PPS. Precisamos de uma oposição séria e consciente, que possa servir como contra-peso ao governo. Já não temos isto e cada dia mais se torna mais difícil vislumbrar algo do tipo.
Segundo, até que ponto ainda podemos falar em um governo de esquerda? Hoje o PT não faz nada sem o PMDB, e cada vez mais agrega novos elementos à sua base e, em troca, faz concessões. Entregamos nossa política externa vibrante, desistimos de punir criminosos da Ditadura e agora até perseguimos as vítimas, a política econômica atual lembra a de FHC e, em geral, muito daquilo que Lula construíu pode ser desmontado - e ele também é grande responsável pela situação atual.
Mas, se alguém achava que não podia piorar, uma novidade interessante: Kátia Abreu, miss moto-serra, líder dos ruralistas, figura de extremíssima-direita e senhora de escravos também virará governista! Ela prepara sua ida para o PDB junto com Kassab, além de outros elementos do DEM e PPS.
Será que ela mudou de ideologia, abriu os olhos, virou uma pessoa decente... ou simplesmente acha que poderá influenciar o governo - que já abandonou a reforma agrária - a abandonar e criminalizar o MST?
Eu não duvidaria. Muitos petistas mais radicais defendem, ou ao menos justificam Sarney, Collor, acharam ótimo o Kassab chegar junto... Kátia Abreu é só mais um estágio da cooptação.
Também não duvido da defesa fanática que alguns petistas farão de tudo e virarão fãs de carteirinha da Kátia Abreu se for preciso. Afinal, a Dilma está por trás destas negociações e, segundo Jamil Murad, do PCdoB, pelo governo TUDO!
De higienista criminoso Kassab virará curinga do governo e de quebra levará a Kátia Abreu. Fazendo o papel de advogado do diabo, será que o Serra seria tão ruim, visto que sua base de apoio inteira está migrando pra de Dilma?
Eis a notícia da Folha de hoje:
Via Blog do Tsavakko
Read more: http://tsavkko.blogspot.com/2011/02/os-neo-governistas-kassab-katia-abreu-e.html#ixzz1EygxiyFm
De efetivo, temos a certeza de que Kassab está indo fundar seu partido, se aproveitando de uma brecha na lei, o PDB, ou
Aqueles que quiserem apenas usar o PDB de ponte, mas não são caras-de-pau o suficiente para entrar no PSB e adotarem o Socialismo Empresarial (invenção do Skaf), poderão escolher depois, livremente, seus partidos de preferência... da base aliada, claro, afinal, todos querem cargos e precisam ter um trabalho "honesto" para justificar a renda originária de fraudes, roubos e etc...
Das duas uma, o novo partido é apenas uma ponte, vazio de ideologia e criado apenas por interesses políticos desonestos (sim, é redundância). A oposição mingua e o governo incha, mas não por adesões ideológicas, mas por interesse em boquinhas e cargos.
Temos dois problemas nisso. Primeiro, o Brasil precisa de oposição. Claro, não esta oposição estúpida e extremista do PSDB/DEM/PPS. Precisamos de uma oposição séria e consciente, que possa servir como contra-peso ao governo. Já não temos isto e cada dia mais se torna mais difícil vislumbrar algo do tipo.
Segundo, até que ponto ainda podemos falar em um governo de esquerda? Hoje o PT não faz nada sem o PMDB, e cada vez mais agrega novos elementos à sua base e, em troca, faz concessões. Entregamos nossa política externa vibrante, desistimos de punir criminosos da Ditadura e agora até perseguimos as vítimas, a política econômica atual lembra a de FHC e, em geral, muito daquilo que Lula construíu pode ser desmontado - e ele também é grande responsável pela situação atual.
Mas, se alguém achava que não podia piorar, uma novidade interessante: Kátia Abreu, miss moto-serra, líder dos ruralistas, figura de extremíssima-direita e senhora de escravos também virará governista! Ela prepara sua ida para o PDB junto com Kassab, além de outros elementos do DEM e PPS.
Será que ela mudou de ideologia, abriu os olhos, virou uma pessoa decente... ou simplesmente acha que poderá influenciar o governo - que já abandonou a reforma agrária - a abandonar e criminalizar o MST?
Eu não duvidaria. Muitos petistas mais radicais defendem, ou ao menos justificam Sarney, Collor, acharam ótimo o Kassab chegar junto... Kátia Abreu é só mais um estágio da cooptação.
Também não duvido da defesa fanática que alguns petistas farão de tudo e virarão fãs de carteirinha da Kátia Abreu se for preciso. Afinal, a Dilma está por trás destas negociações e, segundo Jamil Murad, do PCdoB, pelo governo TUDO!
De higienista criminoso Kassab virará curinga do governo e de quebra levará a Kátia Abreu. Fazendo o papel de advogado do diabo, será que o Serra seria tão ruim, visto que sua base de apoio inteira está migrando pra de Dilma?
Eis a notícia da Folha de hoje:
Oposição deserta para partido de Kassab
Atalho para a adesão ao governo Dilma Rousseff, PDB atrai senadora Kátia Abreu e deputados de DEM e PPS
Se adesão de pelo menos 20 parlamentares for confirmada, bloco será quarta maior força da Câmara dos Deputados
DE SÃO PAULO
DE BRASÍLIA
A exemplo do vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, a senadora Kátia Abreu (TO) deverá deixar o DEM junto com o prefeito Gilberto Kassab.
Idealizado por Kassab como atalho para adesão ao governo Dilma, o PDB (Partido da Democracia Brasileira), partido que planeja criar, não provocará desfalque apenas no DEM. Será o destino de parlamentares insatisfeitos, especialmente da oposição interessados em migrar para a base governista.
Confirmada a promessa de Kassab de levar ao menos 20 deputados para uma frente parlamentar em sociedade com o PSB, o bloco será quarta maior força da Câmara.
Segundo articuladores do movimento, o PPS, por exemplo, corre risco de perda de quatro dos 12 deputados, sendo dois deles da bancada paulista. A criação da nova sigla poderá sangrar partidos da base de Dilma, como PR, PTB e PP.
Em São Paulo, pelo menos dois vereadores do PSDB deverão se filiar ao PDB.
A adesão de Afif à debandada provocou reunião ontem entre aliados do governador Geraldo Alckmin. No Bandeirantes, o PDB recebeu apelido depreciativo: "partido da boquinha".
Articulação impôs ainda mudanças no xadrez político do Estado. Hoje no PSB, o deputado Gabriel Chalita abriu negociação com o PTB. Outro integrante do PSB interessado em concorrer à prefeitura, o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo), Paulo Skaf, flerta com o PMDB.
Alckmin se recusou a comentar. Kassab, por sua vez, enalteceu o gesto de Afif:
"Não vislumbro um projeto político estando em um partido e o Afif em outro".
SAÍDA ANUNCIADA
A saída da senadora Kátia Abreu já era esperada pela cúpula do DEM. A desconfiança foi reforçada após o alinhamento com o governo na votação do mínimo.
Anteontem, ela se absteve, enquanto seu partido defendeu um valor maior do que os R$ 545 aprovados. O filho da senadora, o deputado federal Irajá Abreu (DEM-TO), deverá acompanhá-la.
Como antecipou ontem a Folha, o novo partido será fundido futuramente ao PSB. Mas nem todos os filiados ao PDB serão obrigados a integrar o movimento. No momento da fusão, eles poderão procurar outra legenda.
Segundo aliados do prefeito, a maioria dos oito deputados federais por São Paulo deve seguir Kassab, à exceção de Jorge Tadeu Mudalen (2º secretário da Câmara) e Alexandre Leite.
Em resposta às movimentações, o DEM já está com dois pareceres jurídicos contrários à operação.0 (CATIA SEABRA, MARIA CLARA CABRAL, E RANIER BRAGON)
Via Blog do Tsavakko
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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Legenda de Kassab é o "partido da janela"
Perde tempo quem discute a abertura da janela para troca de partido dentro de uma suposta reforma política. A janela, na prática, será o partido fantasma que está sendo criado pelo prefeito Gilberto Kassab para permitir sua saída do DEM.
A nova sigla, na opinião de um PhD em política, vai receber muito mais do que os 20 deputados especulados. “Talvez receba uns 60 e ninguém vai entender nada.”
Explica-se: quando a nova sigla se fundir com o PSB, a janela legal se abre. “Todo mundo poderá ir para onde quiser”. Ou seja, nem todos estão indo pelos olhos claros de Kassab.
E aí? E aí ganha o PMDB em sua disputa com o PT (que, claro, é contra a janela). Hoje o PT tem 85 deputados e o PMDB, 77.
É este o interesse do vice-presidente Michel Temer no futuro de Kassab. Mais do que levá-lo para o PMDB – aliás, Temer fez pouco esforço para tal -, o principal era empurrar Kassab para a criação da sigla trampolim
Postagem do Jorge Félix
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Nova geopolítica: A encruzilhada norte-americana
por Izaías Almada
Não consigo entender a razão que me impede de ser um grande admirador dos Estados Unidos da América do Norte. E olhe que já tentei: comprei um chapeuzinho do Mickey na Disneylândia, fantasiei-me de Homem Aranha no Carnaval, compadeci-me com os assassinatos de John Kennedy e Martin Luther King, tenho uma nota de um dólar guardada como talismã, mas não tem jeito, não consigo engolir o tal ‘american way of life’.
Devo confessar, inclusive, que tenho grande admiração pela produção cultural norte americana, sua literatura, seu teatro dramático e musical, o blues e o soul na música, muitos de seus filmes, poetas como Whitman e Auden, dramaturgos como Albee, Miller e Tennessee Williams, escritores do talento de Faulkner e Baldwin… E a lista aqui seria extensa.
Mas quanto à sua decantada democracia e o seu papel de polícia do mundo, não. Aí, não… Aí o assunto se reveste de inquestionável transcendência. O mundo já está cansado da intromissão direta de siglas como CIA, DEA, FBI, MARINES ou indireta como FMI, ONU, OEA, OTAN (onde prevalece a ‘visão norte americana’ e corporativa do mundo capitalista) e outras menos conhecidas pelo grande público, mas não menos importantes ou perniciosas.
Desde que a Segunda Grande Guerra desmontou o poder hegemônico da Europa sobre o mundo, inclusive expondo as vísceras de um colonialismo perverso e ultrajante de países como a Alemanha, a Holanda, a Inglaterra, a Itália, Espanha, França, esse lugar foi ocupado pelos Estados Unidos da América do Norte, que soube, mais do que ninguém se aproveitar da oportunidade oferecida pelas circunstâncias da luta contra o nazi/fascismo, entre outros fatores, e assumir o papel de gendarme da humanidade.
Ao ajudar combater o eixo Roma/Berlim/Tóquio e eliminar o fantasma de um mundo governado por um psicopata como Adolpho Hitler, os EUA envolveram-se num manto de simpatia mundial que muito bem souberam canalizar para a defesa de seus interesses econômicos e estratégicos, aos poucos disseminado e sustentado por uma poderosa máquina de manipular ideias e consciências através do rádio, da imprensa, do cinema e da televisão.
Pode-se mesmo dizer que os últimos sessenta anos vividos pela humanidade, se caracterizaram por uma monumental propaganda em favor de um sistema econômico que transforma a água em vinho, multiplica os pães, mas deixa na miséria, ou quase, 90% da população mundial. E, o que é mais grave, crucifica a todos aqueles que não rezam pela sua cartilha. E não são poucos os Pilatos que lavam as mãos diante de tal situação.
Coréia, Vietnam, Indonésia, ditaduras pela América Central e do Sul nos anos que se seguiram à Segunda Grande Guerra, apoio a genocidas africanos, apoio a golpes de estado em países como Chile, Brasil, Argentina, Bolívia, Uruguai, nos anos 60/70, Kosovo (Bálcãs), Haiti, Honduras em anos mais recentes dão, apesar do volume de ações, uma pálida idéia da intromissão de um país autoritário e arrogante na vida política de outros povos.
A livre concorrência e a defesa de interesses econômicos dão aos EUA, no limite dos direitos adquiridos e na prática de uma diplomacia minimamente civilizada, consoante as próprias leis que regem o sistema capitalista, a possibilidade de se fazerem ouvir em qualquer ponto do globo terrestre. Contudo, direito igual têm todos os outros países da comunidade internacional.
No entanto, não é esse o filme a que se assiste. Apoiado por uma poderosa máquina de guerra, onde se destacam as armas nucleares (negadas ou permitidas a outros países conforme as alianças que se fazem), a hipocrisia (para dizer o menos) da política norte americana é de transformar o Iago da tragédia shakespeariana numa verdadeira Madre Tereza de Calcutá.
Mistificando suas ações de combate ao terrorismo e ao narcotráfico, o Departamento de Estado e sua diplomacia feita de chantagens e espionagem, conforme revelações mais recentes do site Wikileaks, parecem ter chegado a um impasse nessa primeira década do século XXI. Sua economia vai mal, seu poder de barganha diminui, sua influência na América Latina e agora no Oriente Médio declina.
Conseguirá o presidente Barack Obama mostrar que foi merecedor de um prêmio Nobel de Paz ou esse galardão se desmoraliza em definitivo?
Izaías Almada é escritor, dramaturgo, autor – entre outros – do livro “Teatro de Arena: uma estética de resistência” (Boitempo) e “Venezuela povo e Forças Armadas” (Caros Amigos).
Izaías Almada é escritor, dramaturgo, autor – entre outros – do livro “Teatro de Arena: uma estética de resistência” (Boitempo) e “Venezuela povo e Forças Armadas” (Caros Amigos).
Surrupiado do Escrevinhador
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Retrato do Rincão do Atraso
PIB de Livramento
SANT'ANA DO LIVRAMENTO
Per capita (R$)
10.484 391º col. no RS
RIO GRANDE DO SUL
Per capita (R$)
18.378
Pescado no Blog Roendo as Unhas
Aqui vão mais algumas informações que o site do IBGE (www.ibge.gov.br) tem do município de Sant'Ana do Livramento. Quem estiver interessado em ter os mesmos dados de outras cidades brasileiras, só precisa acessar a página do órgão e buscar no menu localizado à esquerda da tela a opção Cidades@. Abaixo estou colocando os números referente ao Produto Interno Bruto (PIB) de Livramento e a sua relação com as informações do Rio Grande do Sul. São dados referentes ao ano de 2008.
Notem a importância da Administração Pública para Livramento. Ela representa um quinto do PIB do município e tem mais valor em sua constituição que a Indústria e até mesmo que a Agropecuária. No estado, este setor representa menos de 12%, enquanto no município supera a casa dos 20%. Ainda em relação com o Rio Grande do Sul, o setor primário tem o dobro de sua importância para o PIB santanense, ao tempo que notamos a deficiência industrial da cidade fronteiriça ao compararmos com os números gaúchos que são quase quatro vezes superior. Também é importante destacar que temos um dos piores PIB per capita (391º lugar entre 496 municípios), mas pagamos mais impostos que a maioria das cidades gaúchas (88º posição).
SANT'ANA DO LIVRAMENTO
PIB (R$ mil)
888.849 100,00% 40º col. no RS
888.849 100,00% 40º col. no RS
Agropecuária
164.136 18,47% 10º col. no RS
164.136 18,47% 10º col. no RS
Indústria
56.693 06,38% 103º col. no RS
56.693 06,38% 103º col. no RS
Comércio e Serviços
542.746 61,06% 35º col. no RS
542.746 61,06% 35º col. no RS
Administração Pública
184.195 20,72% 20º col. no RS
184.195 20,72% 20º col. no RS
Impostos sobre Produtos
125.273 14,09% 88º col. no RS
125.273 14,09% 88º col. no RS
10.484 391º col. no RS
RIO GRANDE DO SUL
PIB (R$ milhão)
199.499 100,0%
199.499 100,0%
Agropecuária
18.122 09,08%
18.122 09,08%
Indústria
45.708 22,91%
45.708 22,91%
Comércio e Serviços
108.427 54,35%
108.427 54,35%
Administração Pública
23.270 11,66%
23.270 11,66%
Impostos sobre Produtos
27.242 13,66%
27.242 13,66%
18.378
Pescado no Blog Roendo as Unhas
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
“Programa de renda negligencia mulheres”
Por Redação PNUD Brasil
Políticas de proteção social raramente consideram a desigualdade de gênero, apesar de a pobreza feminina ser mais grave.
Apesar das evidências de que a pobreza afeta mais as mulheres, os programas de proteção social — como os de transferência de renda ou de frentes de emprego — negligenciam as desigualdades entre os sexos, avaliam as cientistas sociais Rebecca Holmes e Nicola Jones, do Instituto de Desenvolvimento Ultramarino, com sede em Londres.
“Poucos programas sociais têm como objetivo primordial aumentar a autonomia de meninas e mulheres ou transformar as relações de gênero”, escrevem as pesquisadoras na edição mais recente da Poverty in Focus, revista do CIP-CI (Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo), um órgão do PNUD em parceria com o governo brasileiro.
Em alguns casos, o problema simplesmente não é abordado. Em outros, a única medida adotada é incluir as beneficiadas como pessoa responsável por receber o dinheiro. Essa abordagem, argumentam as autoras, “resulta num conceitualização estreita das vulnerabilidades de gênero e num foco que apoia as responsabilidades domésticas tradicionais das mulheres”.
Raramente as políticas priorizam a transformação das relações domiciliares de modo a assegurar que o ganho de renda no lar seja alocado igualmente. Também são poucos os exemplos de programas que enfrentam as desigualdades de poder de decisão e de distribuição do trabalho dentro de casa.
Ao adotar essas estratégias, avaliam as pesquisadoras, os programas sociais abordam os riscos e vulnerabilidades econômicos, mas dão pouca atenção às dimensões sociais, como desigualdade de gênero, discriminação social e relações desiguais de poder. E, “para muitas populações pobres e marginalizadas, as fontes sociais de vulnerabilidade são frequentemente tão ou mais importantes”.
Uma pesquisa feita pelo Instituto de Desenvolvimento Ultramarino detectou alguns programas que tentam conciliar as duas abordagens – em Bangladesh, Gana, Peru, Etiópia, Índia e México. Há projetos que tentam facilitar o acesso de mulheres e meninas à escola e ao sistema de saúde, sobretudo durante a gravidez e a amamentação. Em outros, os benefícios em forma de dinheiro ou víveres são acompanhados de cursos de conscientização sobre violência de gênero. O mapeamento também encontrou iniciativas em que se estimulam a participação e a liderança feminina na comunidade, inclusive em debates que decidam o rumo dos programas.
Algumas ações de frente de emprego (em que se paga para o beneficiado exercer um serviço público) construíram creches e permitiram que as trabalhadoras tivessem horários mais flexíveis, contam as autoras. Outras incluíram a construção de estruturas que fazem com que as mulheres percam menos tempo em trabalhos domésticos (por exemplo: fonte de água potável próxima à comunidade, para que elas não tenham que se deslocar até outro local).
Mesmo esses programas, porém, ainda enfrentam desafios para promover a autonomia das mulheres (ou “empoderamento”), como destaca o texto. Algumas frentes de emprego, por exemplo, de fato aumentaram a renda feminina e ofereceram formas não abusivas de trabalho, mas preconceitos arraigados dificultaram a redução da desigualdade.
O artigo aponta que, como às vezes se assume que há alguns trabalhos que não são apropriados para mulheres, os homens em média ganham mais e elas trabalham menos dias. No Peru, as mulheres de fato participaram das discussões, mas isso tornou ainda mais difícil para elas conciliar as outras tarefas.
O ideal, avaliam as cientistas sociais, é estabelecer vínculos mais estreitos entre esses programas as políticas econômica e social. “Quando os instrumentos de proteção social são parte de um pacote maior da política econômica e social, eles têm mais probabilidade de ajudar a transformar as relações entre homens, mulheres, meninos e meninas.”
(Envolverde/PNUD Brasil)
Políticas de proteção social raramente consideram a desigualdade de gênero, apesar de a pobreza feminina ser mais grave.
Apesar das evidências de que a pobreza afeta mais as mulheres, os programas de proteção social — como os de transferência de renda ou de frentes de emprego — negligenciam as desigualdades entre os sexos, avaliam as cientistas sociais Rebecca Holmes e Nicola Jones, do Instituto de Desenvolvimento Ultramarino, com sede em Londres.
“Poucos programas sociais têm como objetivo primordial aumentar a autonomia de meninas e mulheres ou transformar as relações de gênero”, escrevem as pesquisadoras na edição mais recente da Poverty in Focus, revista do CIP-CI (Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo), um órgão do PNUD em parceria com o governo brasileiro.
Em alguns casos, o problema simplesmente não é abordado. Em outros, a única medida adotada é incluir as beneficiadas como pessoa responsável por receber o dinheiro. Essa abordagem, argumentam as autoras, “resulta num conceitualização estreita das vulnerabilidades de gênero e num foco que apoia as responsabilidades domésticas tradicionais das mulheres”.
Raramente as políticas priorizam a transformação das relações domiciliares de modo a assegurar que o ganho de renda no lar seja alocado igualmente. Também são poucos os exemplos de programas que enfrentam as desigualdades de poder de decisão e de distribuição do trabalho dentro de casa.
Ao adotar essas estratégias, avaliam as pesquisadoras, os programas sociais abordam os riscos e vulnerabilidades econômicos, mas dão pouca atenção às dimensões sociais, como desigualdade de gênero, discriminação social e relações desiguais de poder. E, “para muitas populações pobres e marginalizadas, as fontes sociais de vulnerabilidade são frequentemente tão ou mais importantes”.
Uma pesquisa feita pelo Instituto de Desenvolvimento Ultramarino detectou alguns programas que tentam conciliar as duas abordagens – em Bangladesh, Gana, Peru, Etiópia, Índia e México. Há projetos que tentam facilitar o acesso de mulheres e meninas à escola e ao sistema de saúde, sobretudo durante a gravidez e a amamentação. Em outros, os benefícios em forma de dinheiro ou víveres são acompanhados de cursos de conscientização sobre violência de gênero. O mapeamento também encontrou iniciativas em que se estimulam a participação e a liderança feminina na comunidade, inclusive em debates que decidam o rumo dos programas.
Algumas ações de frente de emprego (em que se paga para o beneficiado exercer um serviço público) construíram creches e permitiram que as trabalhadoras tivessem horários mais flexíveis, contam as autoras. Outras incluíram a construção de estruturas que fazem com que as mulheres percam menos tempo em trabalhos domésticos (por exemplo: fonte de água potável próxima à comunidade, para que elas não tenham que se deslocar até outro local).
Mesmo esses programas, porém, ainda enfrentam desafios para promover a autonomia das mulheres (ou “empoderamento”), como destaca o texto. Algumas frentes de emprego, por exemplo, de fato aumentaram a renda feminina e ofereceram formas não abusivas de trabalho, mas preconceitos arraigados dificultaram a redução da desigualdade.
O artigo aponta que, como às vezes se assume que há alguns trabalhos que não são apropriados para mulheres, os homens em média ganham mais e elas trabalham menos dias. No Peru, as mulheres de fato participaram das discussões, mas isso tornou ainda mais difícil para elas conciliar as outras tarefas.
O ideal, avaliam as cientistas sociais, é estabelecer vínculos mais estreitos entre esses programas as políticas econômica e social. “Quando os instrumentos de proteção social são parte de um pacote maior da política econômica e social, eles têm mais probabilidade de ajudar a transformar as relações entre homens, mulheres, meninos e meninas.”
(Envolverde/PNUD Brasil)
Envolverde
Envolverde é uma revista digital que aborda assuntos ligados ao Meio ambiente, Educação e Sustentabilidade. É vencedora do 6º. Prêmio Ethos de Jornalismo na Categoria Mídia Digital.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Notícias do Rincão do Atraso
Reproduzo texto de amigo jornalista, Duda Amaral, titular do Blog Roendo as unhas. Duda sempre foi um companheiro nos grandes debates do "Rincão", em que pese nossas posições ideológicas contrárias. O questionamento que o Amaral faz neste texto é muito pertinente, qualquer fronteiriço entende, principalmente se tratando da omissão de um gestor como Wainer Machado. O Prefeito Wainer, pra quem não sabe, foi o cara que conseguiu extrapolar a prostituição eleitoral e ideológica. Este prefeito do PSB, partido apoiador do governo Lula e companheiro de chapa no atual governo Tarso, na sua reeleição foi eleito numa dobradinha com o PSDB, pra agravar o pragmatismo do vulto, levou junto na composição os DEMOS(PFL). Esta turma é quem governa a fronteira do atraso. Aliás atraso comprovado nos dados do IBGE, do qual o Duda Amaral é hoje funcionário. Livramento perdeu 18 mil habitantes em 10 anos. Como diz o gaúcho, crescemos como cola de cavalo. Com relação ao texto do Duda, incluiria demandas cruciais pra fronteira. Universidade Bi-nacional, partindo do pressuposto que o governo federal deve inaugurar em bréve uma escola técnica bi-nacional, UERGS incluída na mesma pauta, agro-industrias a partir dos 36 assentamentos que temos lá, bacia leiteira, organização da cadeia do mel, etc. Fiquem com o texto e a queixa.
***************
Onde estava nosso Prefeito?
Não tenho a menor ideia por onde andava o prefeito de Sant'Ana do Livramento Wainer Machado (PSB) nesta segunda-feira, mas tenho a certeza que havia dois lugares onde a sua presença era essencial nesta data para o bem do nosso município. Não escutei ele falando em emissora de rádio (o que é bem comum), não havia informação no site da Prefeitura e não consegui falar com seus assessores... por isso não sei por onde ele poderia estar nesta segunda. Porém, sei de dois lugares onde o prefeito da Cidade Símbolo do Mercosul deveria estar. Infelizmente, eram dois grandes eventos para contar com sua presença no mesmo horário e em locais diferentes.
Enquanto o governador Tarso Genro tratava questões envolvendo Rio Grande do Sul e Uruguai na capital Montevidéu, o vice Beto Grill (do mesmo partido de Wainer) reunia-se com prefeitos e representantes de várias cidades gaúchas para tratar sobre repasse de recursos para os municípios atingidos pela estiagem e do aproveitamento da energia eólica no Rio Grande do Sul. Lembrem que Livramento decretou situação de emergência em função da seca. Já em Montevidéu, uma comitiva de políticos e empresários liderados pelo governador discutiu temas como transformar em binacional o aeroporto de Rivera, promover a comercialização conjunta de arroz e a reativação de linhas férreas entre o nosso estado e o país vizinho. Pautas discutidas com a Comissão dos Representantes Permanentes do Mercosul. Lembrem que Livramento é a Cidade Símbolo do Mercosul.
Afinal, onde estava o prefeito Wainer Machado? Se não esteve em nenhum desses dois eventos, seria uma grande omissão de sua parte. O vereador João Batista Conceição (PSB) garante que o chefe do Executivo viajou para Porto Alegre para falar com o secretário Beto Albuquerque e para a reunião com o vice-governador. Confesso que vi algumas imagens do encontro e identifiquei o Robson Cabral, secretário de Planejamento, mas não o prefeito. Conceição também concordou com a importância para Livramento das pautas entre Tarso e Governo do Uruguai, mas questionou como participar da comitiva sem o convite do Piratini.
Enquanto o governador Tarso Genro tratava questões envolvendo Rio Grande do Sul e Uruguai na capital Montevidéu, o vice Beto Grill (do mesmo partido de Wainer) reunia-se com prefeitos e representantes de várias cidades gaúchas para tratar sobre repasse de recursos para os municípios atingidos pela estiagem e do aproveitamento da energia eólica no Rio Grande do Sul. Lembrem que Livramento decretou situação de emergência em função da seca. Já em Montevidéu, uma comitiva de políticos e empresários liderados pelo governador discutiu temas como transformar em binacional o aeroporto de Rivera, promover a comercialização conjunta de arroz e a reativação de linhas férreas entre o nosso estado e o país vizinho. Pautas discutidas com a Comissão dos Representantes Permanentes do Mercosul. Lembrem que Livramento é a Cidade Símbolo do Mercosul.
Afinal, onde estava o prefeito Wainer Machado? Se não esteve em nenhum desses dois eventos, seria uma grande omissão de sua parte. O vereador João Batista Conceição (PSB) garante que o chefe do Executivo viajou para Porto Alegre para falar com o secretário Beto Albuquerque e para a reunião com o vice-governador. Confesso que vi algumas imagens do encontro e identifiquei o Robson Cabral, secretário de Planejamento, mas não o prefeito. Conceição também concordou com a importância para Livramento das pautas entre Tarso e Governo do Uruguai, mas questionou como participar da comitiva sem o convite do Piratini.
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