segunda-feira, 29 de agosto de 2011

De céticos a cínicos

O ceticismo parece um bom refúgio em tempos em que já se decretou o fim das utopias, o fim do socialismo, até mesmo o fim da história. É mais cômodo dizer que não se acredita em nada, que tudo é igual, que nada vale a pena. O socialismo teria dado em tiranias, a política em corrupção, os ideais em interesses. A natureza humana seria essencialmente ruim: egoísta, violenta, propensa à corrupção.

Nesse cenário, só restaria não acreditar em nada, para o que é indispensável desqualificar tudo, aderir ao cambalache: nada é melhor, tudo é igual. Exercer o ceticismo significa tratar de afirmar que nenhuma alternativa é possível, nenhuma tem credibilidade. Umas são péssimas, outras impossíveis. Alguns órgãos, como já foi dito, são máquinas de destruir reputações. Porque se alguém é respeitável, se alguma alternativa demonstra que pode conquistar apoios e protagonizar processos de melhoria efetiva da realidade, o ceticismo não se justificaria.

Na realidade o ceticismo se revela, rapidamente, na realidade, ser um cinismo, em que tanto faz como tanto fez, uma justificativa para a inércia, para deixar que tudo continue como está. Ainda mais que o ceticismo-cinismo está a serviço dos poderes dominantes, que costumam empregar esses otavinhos, dando-lhes espaço e emprego.

Seu discurso é que o mundo está cada vez pior , à beira da catástrofe ecológica, tudo desmorona e outros cataclismos. Concitam a essa visão pessimista, ao ceticismo e a somar-se à inercia, que permite que os poderosos sigam dominando, os exploradores sigam explorando, os enganadores – como eles – sigam enganando.

Por mais que digam que tudo está pior, que o século passado foi um horror – como se o mundo estivesse melhor no século XIX -, que nada vale a pena, não podem analisar a realidade em concreto. Para não ir mais longe, basta tomar a América Latina – tema sobre o qual a ignorância dessa gente é especialmente acentuada. Impossível não considerar que o século XX foi o mais importante da sua história, o primeira em que a região começou a ser protagonista da sua historia. De economias agro exportadoras, se avançou para economias industrializadas em vários países, para a urbanização , para a construção de sistemas públicos de educação e de saúde, para o desenvolvimento do movimento operário e dos direitos dos trabalhadores.

Mas bastaria concentrar-nos no período recente, no mundo atual, para nos darmos conta de que as sociedades latino-americanas – o continente mais desigual do mundo – ou pelo menos a maioria delas, avançaram muito na superação das desigualdades e da miséria. Ainda mais em contraste com os países do centro do capitalismo, referência central para os cético-cínicos, que giram em falso em torno de políticas que a América Latina já superou.

As populações da Venezuela, da Bolívia, do Equador, estão vivendo muito melhor do que antes dos governos de Hugo Chavez, de Evo Morales e de Rafael Correa. A Argentina dos Kirdhcner esta’ muito melhor do que com Menem. O Brasil de Lula e de Dilma esta’ muito melhor do que com FHC.

Mas o ceticismo-cinismo desconhece a realidade concreta, não conhece a história. É pura ideologia, estado de ânimo, que dá cobertura aos poderosos, lado que escolheram, ao optar por deixar o mundo como ele está. Trata de passar sentimentos de angustia diante dos problemas do mundo, mas é apenas uma isca para fazer passar melhor seu compromisso com que o mundo não mude, continue igual. Até porque a vida está bem boa para eles que comem da mão dos ricos e poderosos.

Ser otimista não é desconsiderar os graves problemas de toda ordem que o mundo vive, não porque a natureza humana seja ruim por essência, mas porque vivemos em um sistema centrado no lucro e não nas necessidades humanas – o capitalismo, na sua era neoliberal. Desconhecer as raízes históricas dos problemas, não compreender que é um sistema construído historicamente e que, portanto, pode ser desconstruído, que teve começo, tem meio e pode ter fim. Que a história humana é sempre um processo aberto de alternativas e que triunfam as alternativas que conseguem superar esse ceticismo-cinismo que joga água no moinho de deixar tudo como está, pela ação consciente, organizada, solidária dos homens e mulheres concretamente existentes.

Artigo de Emir Sader no site da Carta Maior

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Muammar Abu Minyar al-Gaddafi, seus antigos aliados e o que lhe espera


E agora é caçado "vivo ou morto". É o petróleo estúpido, se juntará a outro antigo aliado do ocidente, é o capitalismo mané. Nós somos democráticos.

Os "civilizados e democráticos" brancos e ocidentais lhe reservam o mesmo presente.

Governando o RS-Guasca



Depois de um mês de agosto lacaio e traiçoeiro como reza o folclore, com manifestações (sempre legitimas), reivindicações e ameças, resolvi exercer a função de governador do Estado guasca. Certamente faria coisas que nenhum governador(a) faria, seja pela questão institucional ou política. Mas, eu faria.
No caso dos praças da Brigada militar que reivindicam aumento salarial e a aplicação da PEC 300 (ainda não aprovada) em 9 dias e estão queimando pneus e bloqueando estradas, diria: Podem queimar o que quiserem, aproveitem e queimem os quartéis, vou desmilitarizar a BM, vou mandar pra reserva todos coronéis e tenentes coronéis (Que reclamam de barriga cheia), vou separar o Corpo de Bombeiros e agrupá-los na Defesa Civil e assim que possível, darei aumento escalonado. O maior índice será para o soldado e manterei o convênio do PRONASCI do Bolsa Formação. Faremos sim o policiamento comunitário nos Territórios de Paz já definidos.
Com relação as ameaças do hospitais “ditos” comunitários/Filantrópicos, de que irão fechar e cancelar suas atividades se não receberem R$100 milhões do governo estadual, simplesmente diria; Fechem, vou judicializar, vou auditar cada “vintém” de recursos públicos além dos repasses obrigatórios. Não vou assumir gestões temerárias que em alguns casos, não recolher sequer o fundo de garantia dos trabalhadores.
Outra pauta encardida que o governo estadual enfrenta é o piso nacional do magistério. Aliás, o CEPERS ameaça entrar na justiça pelo cumprimento imediato. Neste caso, diria aos professores/trabalhadores da educação: Quero e vou pagar o piso, esta é a “maior” prioridade de meu governo. Mas, não tenho “1 pila” além do que já me comprometi com vocês. Podem entrar na “justiça”, vendam o Piratini, aproveitem e leiloem também o “palácio” da justiça.
Por último, mas, não menos “importante” os servidores do judiciário que foram gritar na porta do Piratini por aumento e outras pautas, lhes digo: Podem gritar, bem vindos a pauta da reinvincaçoes, vocês trazem o “glamour”que faltava, mesmo sendo perfumados, não tenho mais dinheiro. Olhem a demanda acima, às considero mais justa e estão na frente.
Outras demandas virão, a mídia golpista e bombachuda virou “amiga” de alguns movimentos sociais e comprou óculos novos. Enxerga o que não via na época do Rigotto e Yeda. Mas, também não lhes darei um pila pra que retirem o foco. Na adversidade que é bom de governar.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

O Brasil seria maior se o PIG não fosse o PIG. Ley de Medios, já!


Este ansioso blogueiro foi dar uma palestra em Natal.

Ao chegar ao aeroporto soube que, depois de 14 anos, se tinha desfeito o nó que permitiu licitar o aeroporto de São Gonçalo do Amarante.

Clique aqui para ler “De Natal para o mundo, do mundo para Natal”.

Natal fica a 6 horas de avião de Miami e Lisboa.

(Se puder escolher, prefira ir a Lisboa …)

E a três horas de Cabo Verde.

Na II Guerra, Vargas e Roosevelt fizeram dali “o trampolim da vitória” , que acelerou o desembarque das tropas americanas no Norte da África.

É um ponto estratégico.

Também do ponto de vista econômico, claro.

Natal vai se transformar num hub de importação e exportação de mercadorias.

O que se reforçará, se for possível realizar dois velhos sonhos do Rio Grande do Norte:

- ampliar ali ao lado, no rio Potengi, um porto;

- trazer da Paraíba para Natal um braço da ferrovia Transnordestina, que vai ligar o interior do Piauí aos portos de Suape, em Pernambuco, e Pecem, no Ceará.

(Por falar em Ceará, em entrevista a Cynara Menezes, na Carta Capital, o governador Ciro Gomes contou que o Ceará enfrentou no ano passado uma das secas mais severas. E não se viu um flagelado, uma vida seca, uma morte e vida severina a bater na porta das igrejas do interior em busca de pão e água. Porque o sistema de açudes e barragens já existente deu conta do recado. E isso antes da conclusão da transposição do São Francisco, e do Água para Todos.)

Com o porto, se criará uma ZPE, uma zona especial de exportação, que, no Governo Sarney, morreu no Congresso, por obra e graça do deputado por São Paulo, José Serra.

Ele não queria que as ZPEs concorressem com a indústria de São Paulo.

(Depois não sabe por que o Nordeste não vota nele.)

Com o aeroporto, o porto e a ZPE, se instalarão indústrias para beneficiar os minerais e os produtos agrícolas que o RN produz em abundância.

A Governadora Rosalba Ciarlini, do DEM, assegura que mantém com a Presidenta Dilma Rousseff uma “relação republicana” e a ela atribui a licitação para o aeroporto.

Ciarlini conta com R$ 35 bi de investimentos no Estado, em quatro anos.

Da Petrobras, por exemplo, que acabou de encontrar outra jazida em águas do Rio Grande.

Por que cargas d’água este ansioso blogueiro insiste em falar do PiG, nesta rápida viagem a Natal?

Não tivesse ido a Natal, tudo o que ele saberia do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante é que foi a primeira licitação para a iniciativa privada construir aeroportos num Governo do PT.

Ou seja, o PiG (*) noticiou a vingança: a gente perde a eleição, mas vocês têm que fazer o que eu fiz (sim, porque o PiG é a verdadeira essência do PSDB).

Mal sabe o PiG que a Presidenta já disse à Carta Capital que vai privatizar o hardware dos aeroportos, mas, não o software – o controle estratégico, que é aquilo que o Cerra e o FHC venderam na Vale e nas teles e quase venderam na Petrobrax.

Se o PiG não fosse o PiG, aquele jn no ar, do piloto Ali e do co-piloto Kamel, pousava em Amarante para ver a pista já construída do aeroporto.

Como diz o amigo navegante Yacov, o Brasil não passa na Globo.

Por que ?

Primeiro, porque a Globo não tem software para entender e cobrir o Brasil do Nunca Dantes e da Presidenta.

Segundo, porque convém aprisionar o Brasil nos 45 minutos do jornal nacional.

E o jornal nacional tem mais repórter em Brasília – porque é mais barato e politicamente conveniente – do que padre na Praça de São Pedro.

Não interessa ao PiG e aos interesses que representa sair pelo Brasil.

Se o PiG não fosse o PiG, o Brasil seria maior.

A auto estima do brasileiro – que já vai alta, apesar do jn no ar – seria ainda mais vigorosa.

O entusiasmo com o progresso do Brasil se espalharia com mais rapidez.

O contágio seria mais célere.

E isso faria bem à Economia, ao consumo.

A mobilidade aumentaria.

Quantos jovens entrariam no Pronatec, de olho num emprego em Amarante ?

Há em construção no Brasil onze hidrelétricas.

E tudo de que o PiG fala é dos protestos contra Belo Monte.

Jantei em Natal, no restaurante Camarões com o empresário Amauri Fonseca, da Toli.

Ele tinha acabado de chegar de Porto Velho e estava impressionado com o impacto econômico das obras de Juruá e Santo Antônio no crescimento da cidade.

Trinta mil homens nas obras.

E tudo de que o PiG trata é dos bagres da Bláblárina.

Daí, a Ley de Medios.

Não porque vá ajudar a Presidenta a se re-eleger em 2014.

Mas, porque faz bem à democracia.

A informação é o antídoto contra o Golpe, dizia o velho Briza, que, 50 anos atrás, conseguiu montar uma Rede da Legalidade – veja as comemorações previstas para Porto Alegre, semana que vem – e deu posse ao presidente constitucionalmente eleito.

A nova Rede da Legalidade é a Ley de Medios.

Bem que o Ministro Bernardo podia pegar um jatinho e ir ao Palácio Piratini, em Porto Alegre, e visitar a sala de dez metros quadrados onde Brizola instalou a Rede da Legalidade.

Dez metros e um pouco mais em coragem.

Clique aqui para ler “Bernardo reclama da Globo. E a Ley de Medios ?”


Paulo Henrique Amorim

Leia mais no Conversa Afiada

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Governados por cegos e irresponsáveis


Afunilando as muitas análises feitas acerca do complexo de crises que nos assolam, chegamos a algo que nos parece central e que cabe refletir seriamente. As sociedades, a globalização, o processo produtivo, o sistema econômico-financeiro, os sonhos predominantes e o objeto explícito do desejo das grandes maiorias é: consumir e consumir sem limites. Criou-se uma cultura do consumismo propalada por toda a midia. Há que consumir o último tipo de celular, de tênis, de computador. 66% do PIB norteamericano não vem da produção mas do consumo generalizado.

As autoridades inglesas se surpreenderam ao constatar que entre os milhares que faziam turbulências nas várias cidades não estavam apenas os habituais estrangeiros em conflito entre si, mas muitos universitários, ingleses desempregados, professores e até recrutas. Era gente enfurecida porque não tinha acesso ao tão propalado consumo. Não questionavam o paradigma do consumo mas as formas de exclusão dele.

No Reino Unido, depois de M.Thatcher e nos USA depois de R. Reagan, como em geral no mundo, grassa grande desigualdade social. Naquele país, as receitas dos mais ricos cresceram nos últimos anos 273 vezes mais do que as dos pobres, nos informa a Carta Maior de 12/08/2011.

Então não é de se admirar a decepção dos frustrados face a um “software social” que lhes nega o acesso ao consumo e face aos cortes do orçamento social, na ordem de 70% que os penaliza pesadamente. 70% do centros de lazer para jovens foram simplesmente fechados.

O alarmante é que nem primeiro ministro David Cameron nem os membros da Câmara dos Comuns se deram ao trabalho de perguntar pelo porquê dos saques nas várias cidades. Responderam com o pior meio: mais violência institucional. O conservador Cameron disse com todas as letras:”vamos prender os suspeitos e publicar seus rostos nos meios de comunicação sem nos importarmos com as fictícias preocupações com os direitos humanos”. Eis uma solução do impiedoso capitalismo neo-liberal: se a ordem que é desigual e injusta, o exige, se anula a democracia e se passa por cima dos direitos humanos. Logo no pais onde nasceram as primeiras declarações dos direitos dos cidadãos.

Se bem reparmos, estamos enredados num círculo vicioso que poderá nos destruir: precisamos produzir para permitir o tal consumo. Sem consumo as empresas vão à falência. Para produzir, elas precisam dos recursos da natureza. Estes estão cada vez mas escassos e já delapidamos a Terra em 30% a mais do que ela pode repor. Se pararmos de extrair, produzir, vender e consumir não há crescimento econômico. Sem crescimento anual os paises entram em recessão, gerando altas taxas de desemprego. Com o desemprego, irrompem o caos social explosivo, depredações e todo tipo de conflitos. Como sair desta armadilha que nos preparamos a nós mesmos?

O contrário do consumo não é o não consumo, mas um novo “software social” na feliz expressão do cientista político Luiz Gonzaga de Souza Lima. Quer dizer, urge um novo acordo entre consumo solidário e frugal, acessivel a todos e os limites intransponíveis da natureza. Como fazer? Várias são as sugestões: um “modo sustentável de vida”da Carta da Terra, o “bem viver” das culturas andinas, fundada no equilíbrio homem/Terra, economia solidária, bio-sócio-economia, “capitalismo natural”(expressão infeliz) que tenta integrar os ciclos biológicos na vida econômica e social e outras.

Mas não é sobre isso que falam quando os chefes dos Estados opulentos se reunem. Lá se trata de salvar o sistema que veem dando água por todos os lados. Sabem que a natureza não está mais podendo pagar o alto preço que o modelo consumista cobra. Já está a ponto de pôr em risco a sobrevivência da vida e o futuro das próximas gerações. Somos governados por cegos e irresponsáveis, incapazes de dar-se conta das consequências do sistema econômico-político-cultural que defendem.

É impertivo um novo rumo global, caso quisermos garantir nossa vida e a dos demais seres vivos. A civilização técnico-científica que nos permitiu niveis exacerbados de consumo pode pôr fim a si mesma, destruir a vida e degradar a Terra. Seguramente não é para isso que chegamos até a este ponto no processo de evolução. Urge coragem para mudanças radicais, se ainda alimentamos um pouco de amor a nós mesmos.

Artigo de Leonardo Boff no site da Carta Maior

OS 80 ANOS DUM HERÓI DE CARNE E OSSO

 
Pedro Lobo de Oliveira acaba de fazer 80 anos e ainda permanece ignorado pela historiografia oficial.Diferente de muitos dos nossos heróis de feriado ou estátuas esquecidas em praças públicas, Pedro tem um histórico de luta pela causa do povo onde não faltam coragem, abnegação e cheiro de pólvora.                   
Odiado pelos milicos por sua bravura e obstinação, Pedro foi um dos mais aguerridos combatentes na luta contra os militares que se aboletaram no poder no último dia de março de 1964. Entre suas ações estão expropriações de bancos, ataque a quartéis e a execução, a tiros, do capitão norte-americano Charles Rodney Chandler.                            
Preso no início de 1969 quando camuflava um caminhão com as cores do Exército para um ousado plano de ataque ao 4º Regimento de Infantaria, na cidade paulista de Osasco, o companheiro de Carlos Lamarca na Vanguarda Popular Revolucionária, e de Dilma Rousseff na VAR-P, será barbaramente torturado até ser banido do país na troca por um embaixador alemão.                   
Depois de passar pela Argélia, fazer treinamento militar em Cuba e escapar da morte no golpe que derrubou Salvador Allende do governo chileno, Pedro acabará se fixando na antiga Alemanha Oriental, atrás do que o Ocidente costumava chamar de Cortina de Ferro. Com a anistia, o ex-sargento volta ao Brasil e é reintegrado a Polícia Militar como se sua vida encerrasse um caprichoso ciclo.                   
Sobrevivente duma guerra sem regras, esse herói de carne e osso acaba de ganhar uma biografia – o livro Pedro e os Lobos – Os Anos de Chumbo na trajetória de um guerrilheiro urbano e começa a ter sua vida retratada em filme.                   

Conheça um pouco mais da fascinante história dum brasileiro de vida ímpar.                  
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