quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

A moral de velhas prostitutas

Aos poucos, sem nenhum respeito ou rigor jornalístico, boa parte da mídia passou a tratar Rosemary Noronha como amante do ex-presidente Lula. A “namorada” de Lula, a acompanhante de suas viagens internacionais, a versão tupiniquim de Ana Bolena, quiçá a reencarnação de Giselle, a espiã nua que abalou Paris.
Foto: Ricardo Stuckert / Instituto Lula
 
Como a versão das conversas grampeadas entre ela e Lula foi desmentida pelo Ministério Público Federal, e é pouco provável que o submundo midiático volte a apelar para grampos sem áudio, restou essa nova sanha: acabar com o casamento de Lula e Marisa.
 
Já que a torcida pelo câncer não vingou e a tentativa de incluí-lo no processo do “mensalão” está, por ora, restrita a umas poucas colunas diárias do golpismo nacional, o jeito foi apelar para a vida privada.
 
Lula pode continuar sendo popular, pode continuar como referência internacional de grande estadista que foi, pode até eleger o prefeito de São Paulo e se anunciar possível candidato ao governo paulista, para desespero das senhoras de Santana. Mas não pode ser feliz. Como não é possível vencê-lo nas urnas, urge, ao menos, atingi-lo na vida pessoal.
Isso vem da mesma mídia que, por oito anos, escondeu uma notícia, essa sim, relevante, sobre uma amante de um presidente da República.
 
Por dois mandatos, Fernando Henrique Cardoso foi refém da Rede Globo, uma empresa beneficiária de uma concessão pública que exilou uma repórter, Míriam Dutra, alegadamente grávida do presidente. Miriam foi ter o filho na Europa e, enquanto FHC foi presidente, virou uma espécie de prisioneira da torre do castelo, a maior parte do tempo na Espanha.
 
Não há um único tucano que não saiba a dimensão da dor que essa velhacaria causou no coração de Ruth Cardoso, a discreta e brilhante primeira-dama que o Brasil aprendeu desde muito cedo a admirar e respeitar. Dona Ruth morreu com essa mágoa, antes de saber que o incauto marido, além de tudo, havia sido vítima do famoso “golpe da barriga”. O filho, a quem ele reconheceu quando o garoto fez 18 anos, não é dele, segundo exame de DNA exigido pelos filhos de Ruth Cardoso. Uma tragicomédia varrida para debaixo do tapete, portanto.
 
O assunto, salvo uma reportagem da revista Caros Amigos, jamais foi sequer aventado por essa mesma mídia que, agora, destila fel sobre a “namorada” de Lula. Assim, sem nenhum respeito ao constrangimento que isso deve estar causando ao ex-presidente, a Dona Marisa e aos filhos do casal. Liberados pela falta de caráter, bom senso e humanidade, a baixa assessoria de tucanos, entre os quais alguns jornalistas, tem usado as redes sociais para fazer piadas sobre o tema, palhaços da tristeza absorvidos pela vilania de quem lhes confere o soldo.
 
Esse tipo de abordagem, hipócrita sob qualquer prisma, era o fruto que faltava ser parido desse ventre recheado de ódio e ressentimento transformado em doutrina pela fracassada oposição política e por jornalistas que, sob a justificativa da sobrevivência e do emprego, se prestam ao emporcalhamento do jornalismo.
 
Por Leandro Fortes, na Carta Capital

MÍDIA E DESORDEM NEOLIBERAL, ANO IV

119,6 milhões de pessoas, ou 24,2% da população dos 27 países da Europa, encontram-se no limiar da pobreza. Nos EUA, o programa de vale-refeição garante comida a 46 milhões de pessoas -- um em cada oito norte-americanos precisa de ajuda para não passar fome.
 
As importações mundiais mantém-se estagnadas, condição que se arrasta desde julho e um indicativo da paralisia no comércio internacional. As encomendas industriais desabam na Europa, o que pode ser visto como um termômetro de agravamento da recessão neste final de ano e início do próximo.
 
Nos EUA, a produção industrial recuou 0,4% em outubro, em relação ao mês anterior; institutos previam alta de 0,1%, depois que o indicador avançou apenas 0,2% em setembro.Na Ásia, a China mostra recuperação, mas o Japão patina.
 
Em toda a América Latina a demanda emite sinais de enfraquecimento com a economia desidratada pela contração global da procura por matérias-primas.
 
No Brasil o emprego e a renda continuam em expansão, mas o investimento industrial completou o 5º trimestre negativo, com 2% de queda em setembro, enquanto o PIB cresceu apenas 0,6% no período. Nesta 3ª feira, o ministro Guido Mantega anunciou R$ 2,8 bi em desonerações à construção civil, com corte de 20% para 2% na alíquota do INSS sobre a folha.
Desde o início do crise, o país já concedeu R$ 45 bi em incentivos fiscais à retomada do crescimento.
 
O valor equivale a quase 1ª do PIB, sendo criticado pelo jogral midiático, o mesmo que por 30 anos prega as virtudes dos mercados autorreguláveis e da desregulação financeira ,e que insiste na adoção do tripé ortodoxo: redução do Estado, supressão de direitos trabalhistas e choque de gestão --exatamente o que vem sendo feito há 30 aos.
 
Com os resultados sabidos.
 
Leia mais na Carta Maior

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Entenda o porquê do desespero da oposição e da mídia brasuca

Vocês, tolinhos que assistem a desconstrução permanente de Lula, Dilma e do PT pela mídia comercial brasileira associada ao que restou da oposição, não imaginam porque o fazem?
 
Porque cuidam até do "biláu" do Lula. Aliás, este está enfiado na boca da mídia brasuca e de seus asseclas seguidores/leitores.
 
Será por mágoa que fazem isso?
 
Porque Lula é bandido?
 
Não meus queridos. É que 70% do povo brasileiro quer o retorno do Lula e 80% aprova o governo Dilma.
 
Simples assim.
 
O resto é perfumaria barata e chilique de abostados(as), de gente que come o que é mastigado por uma imprensa comercial que mantém o monopólio informativo na mão de 6 famílias.
 
Mesmo num país continental como o Brasil.
 

Lula é nome favorito para 2014, aponta pesquisa CNT

Ex-presidente receberia 69,8% das intenções de voto, contra 11,9% do senador tucano Aécio Neves; Dilma foi citada por 59% dos eleitores em cenário sem Lula

 
Leia a matéria completa no Estadão

Tucanagem midiática lança candidatura 2014. Agora vai, com ou sem bafômetro

FHC e Sérgio Guerra lançam Aécio como candidato em 2014

 
 
 
 
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, lançaram nesta segunda-feira, 3, o ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves, candidato à Presidência da República em 2014. Para o presidente do partido, Aécio é hoje o melhor candidato da legenda, porque tem todas as condições de ser o próximo presidente da República. O lançamento foi durante seminário para prefeitos do PSDB, realizado em Brasília. Aécio também foi lançado, ao mesmo tempo, candidato a presidente do partido.
Aécio Neves, presente ao anúncio, declarou-se honrado e disse que sua candidatura será lançada no início de 2014. Para ele este é o momento de o PSDB fazer um projeto de uma nova gestão para o País, porque o PT abriu mão de administrar o Brasil em troca de um projeto de governo. "Eu estou pronto. O Brasil está cansado com o que está acontecendo", disse Aécio, referindo-se às denúncias de corrupção no atual governo.
O ex-presidente FHC ressaltou obras inacabadas do atual governo, como a transposição do Rio São Francisco. "É uma vergonha. Este governo não tem nenhuma eficiência. Não tem por causa das malfeitorias e dos malfeitos e isso não é questão de moralismo. É porque isso afeta os resultados. É o povo que paga por isso", afirmou.
Mais contundente, Sérgio Guerra disse que a transposição do Rio São Francisco foi mal planejada, que já foram gastos R$ 7 bilhões, que continua faltando água na região e que ninguém foi preso por isso. Lembrou também que a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, já custa três vezes mais do que projeto original.
Para Fernando Henrique é possível, sim, ganhar de Dilma Rousseff nas próximas eleições. O que é preciso agora, ressaltou, é ter a capacidade de levantar questões, ouvir o que a população tem a dizer e transformar isso em propostas viáveis ressaltando a qualidade e não apenas a quantidade.
 
Fonte: Estadão

Fábrica de Crises


domingo, 2 de dezembro de 2012

Pautas vencidas da esquerda


Nesta semana, tive a oportunidade de participar de alguns debates, avaliações sinceras sobre resultados de eleições e também sobre mudanças de pautas superadas. E resgate de outras olvidadas.
 O importante nestas "avaliações" foi observar que não foi/é  apenas um debate interno ou "petralha", mas pra além do PT.
Discutimos pautas nacionais, desde as reformas que caducam nos corredores do Congresso até a reformulação e aposentadoria de pautas já vencidas, alcançadas, implementadas.
Quando do término deste último pleito, externei que nunca mais faria campanha política "nestes termos". É uma ofensa a qualquer inteligência se manter na atual estrutura eleitoral brasileira do jeito que está. Do fingimento total e absoluto em todos os graus do processo político e eleitoral.
Por impotência, desdém ou ignorância, continuamos fazendo algo que não mais acreditamos.
Fingimos praticar cidadania plena ao nos dispor a apertar números quaisquer em Urnas eletrônicas.
Fingimos que votamos em ideologia, partidos e candidatos com crença venal.
Fingimos que sabemos o que isso representa.
Fingimos que prestações de "contas" e financiamento de candidaturas são reais, fiscalizadas e que a chama Justiça Eleitoral existe.
Aliás, fingimos que vivemos uma democracia.
Numa destas avaliações e ouvindo alguns sindicalistas e militantes sociais dos mais variados matizes, comentávamos sobre uma passeata recente  em POA do MTD  (Movimento dos Trabalhadores Desempregados). Não seria um contrassenso, tal atividade numa região que aponta desemprego de 3,46%?
Seria esta uma pauta vencida?
 Assim como este exemplo existem outros vários. Quem ainda grita "Fora FMI"? Não a "ALCA"?
Esta discussão surgiu na verdade, a partir de uma reflexão sobre como retomar nossa base social. Não existem políticas e demandas sem base. O que dizer pra além das políticas implementadas com sucesso?  
Muitos dirão que estou pecando na arrogância de dizer que já cumprimos pautas. Direi que as demandas de outrora estão implementadas. 
Lhes dou mais um exemplo:
Quem de vocês encamparia o discurso de 10 anos atrás do Senador Paim? Quem admitira hoje um salário mínimo de 100 dólares?
 Poderia elencar um conjunto de medidas e programas implementados ao longo destes 10 anos, tipo; Luz para Todos, Prouni, pronatec, Bolsa Família, Bolsa Formação, dezenas de universidades públicas, Minha Casa Minha Vida, enfim. São tantos os programas que não conseguiria enumerar. Mas pra além destes se tornarem  apenas "discursos políticos" pra ambos os lados, situação e oposição/mídia(redundância).  Eis que os números do IBGE, neste apanhados dos últimos 10 anos comprovam o acerto destas políticas, não apenas dos 40 milhões que ascenderam a classe média, mas pelo conjunto de avanços sociais e econômicos.
E estes números não carregam nenhuma contaminação política/ideológica. São indicadores reais, incontestáveis.
Portanto, voltamos a vaca fria.
Como se resgata ou se muda a pauta?
Mais uma vez vou "pecar pela arrogância". A pauta é a inversão da lógica, o que pretendíamos e militamos tanto por isso, está se realizando.
Não somos mais pedintes e reivindicadores, jogamos fora o pires. Somos protagonistas destas demandas. Evidente que necessariamente devemos ser "vigilantes" . O discurso deve ser outro diante da nova realidade que vivemos, nossas pautas de outrora não sustentam mais nossa prática. E por incrível que pareça somos incompetentes ao nos dirigir aos "incluídos", aos    beneficiários.
Aliás, muitos destes nos apedrejam. Por má fé, desinformação ou ignorância. Mas também por falha nossa.
A velha e a nova classe média que aí está no mercado de consumo é a típica emulsão de azeite e vinagre, se parar de mexer se divide. É uma emulsão eternamente "instável".
Faz-se imperativo que revoguemos pautas, mas que também implementemos novas matrizes, novos paradigmas de reformas profundas nas estruturas do "Estado brasileiro", sob pena de sucumbirmos no abismo que uma minoria, mancomunada com a mídia comercial tenta nos levar a discutir casos de infidelidades dos anjos.