terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Carnaval em Livramento


Mesmo longe da fronteira, estou sempre bispando o que por lá acontece.

Inclusive as insanidades.

Calma, muita calma, A insanidade referida nada têm a ver com carnaval.

Algum (a) desavisado (a) pode estar se perguntando: Existe carnaval em Livramento? Lá no Rincão do Atraso?

Pois lhes digo! Existe. Inclusive foi recuperado á poucos anos por um grupo de bravos carnavalescos. Dentre eles meu amigo Dagberto Reis.

Algum gaiato deve estar dizendo o Dag está rindo dos hoje envolvidos.

Que nada. O Dag, ex presidente da Liga dos carnavalescos deve estar triste com os últimos acontecimentos.

Quais acontecimentos??

Calma, lhes conto alguns, baseado em relatos que ouvi e li.

Para os mais antigos, (de boa memória) é algo semelhante ao que aconteceu reiteradas vezes com alguns bombachudos do Rincão do atraso que vendiam suas vaquinhas para os frigoríficos e não viam a cor do dinheiro.

Algo normal, por muitos anos.

Ocorre, que segundo o que li e ouvi, inclusive na mídia do Rincão, a intenção era fazer um carnaval fora de época e “copiando” (normal no Rincão) o bate coxa de Uruguaiana, trariam para a fronteira algumas musas(?) do carnaval carioca.

Um empresário não sei de onde e com nome famoso, surge na fronteira e promete, dinheiro, celebridades e outras cositas.

Um gaiato me revelou que haviam alguns senhores (respeitados pela tartufada) dispostos a pagar uns extras para ficar téte-a-téti com a coxuda Viviane Araújo.

Olha a conversa dos gaudérios................

Ocorre que nesta semana, tudo foi agua abaixo.

Pior, o carnaval em Livramento tá bailando.

Ou melhor sambando.

Entretanto, o Panfleto da Tamandaré (mais ou menos on-line) informa que o carnaval em Livramento começará no dia 12 de março.

Não é nada, falta só um mês.

Sem as musas cariocas, sem o super-empresário, sem dinheiro e sem grande perspectivas.

Se esperassem mais um pouquinho poderia ser feito junto com a campereada.

Vá saber...

É mais uma idéia...Ou não...

Mas, sejamos otimista.

Vivemos na fronteira mais irmã do mundo, na fronteira da paz.

Onde têm mais cavalos...

Mais vacas...

Mais ovelhas...

Só não têm jericos....(quem?)

Retomando o entusiasmo momesco, ole, ole, olá.

Rivera é nossa irmã gêmea, ela não nos faltará

Rivera fará carnaval...............aposto.

Teremos murgas, candonbes, los mascaritos, cabeçudos...

Terá mais......

Tablados para el pueblo y vecinos

e de lambuja, desfile na sarandi com trios elétricos e escolas de samba.....

Batucando em español.

Coisas da vida, diria um amigo.

Não é nada, não é nada.....Livramento terá também carnaval.

Em março...

Mas, terá

Viva Sant'Ana, e se a canoa não virar, olê, olê, olá.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Lula escolhe o caça francês. Coitada da Eliane




O parceiro do futuro talvez seja o Irã

Segundo o UOL, os franceses reduziram o preço e Lula fez o que sempre quis fazer: comprou o caça francês.

Não adiantou a Folha(*) vazar o pseudo relatrório científico da Aeronática.

Não adiantou o ministro serrista Nelson Jobim fazer vistas grossas diante de tanto vazamento debaixo do seu nariz.

(Foi o serrista Jobim quem vazou a crise para criá-la.)

Não adiantou a Eliane Catanhêde defender de forma tão desprendida quanto entusiasmada a causa da empresa sueca.

No regime presidencialista, quem compra caça é o Presidente.

E o Lula fez o que bem quis.

E por quê?

Porque do ponto de vista do interesse nacional, da defesa do território nacional e dos futuros e incontornáveis projetos nucleares do Brasil, a França é, hoje, o melhor parceiro.

No futuro, talvez seja o Irã.

Paulo Henrique Amorim no Conversa Afiada
http://www.paulohenriqueamorim.com.br/

O AMOR NOS TEMPOS DO BIG BROTHER

Nos últimos tempos, tenho visto jovens que se agarram e se sufocam aos beijos em público. Nas filas dos supermercados, nos ônibus, nas feiras livres, em todos os lugares o amor está no ar. Até parece haver uma onda, um vagalhão de ternura que arrasta e assalta os corpos de nossos jovens. É como se uma ardente atração fizesse com que se friccionassem amorosa, irresistível e interminavelmente. Como se amam! dizemos de início. Que paixão irreprimível! dizemos mais adiante. Que despudor! dizemo-nos enfim, em silêncio.

A evidência manda dizer que somente observa jovens quem não mais é um deles. Que mal haveria na exibição da necessidade de uma pessoa que exige, urgente, outra? O escândalo que sentimos diante de tais exibições não é já manifestação de conservadorismo? Não é já, como nos diria um jovem, a expressão de uma inveja, porque não mais sentimos o ardor vital da paixão? Então nós, que não somos mais garotos, mas nem por isso alcançamos a invenção da lâmpada elétrica, respondemos. Aos poucos, como convém a nossas pausas de fôlego.

Existem paixões públicas, necessária e indissoluvelmente públicas, como a expressão do pensamento em palavras, em símbolos, em imagens, em música. Um poema, um romance, um relato, ainda que expressem a maior intimidade, que em palavras não saberíamos expressar no cotidiano, é por necessidade e realização um expressar para o mundo. Que infelicidade seria, para todos nós, os versos de Mario Benedetti cercados para sempre entre quatro paredes! Paixões assim trazem o destino de ser públicas. E elas só se realizam na medida mesmo em que se tornem conhecidas.

Diferentemente, acreditamos, das paixões dos indivíduos que se realizam neles mesmos. Que importa ao distinto público a maneira como amamos na intimidade da nossa cama? Que importa à vida de toda a gente a expulsão de humores, vale dizer, o orgasmo do nosso sexo? Se não fazemos disso a expressão de algo menos físico, que importância isso tem para todo o mundo? Um cínico nos diria, “o que é bom é para ser mostrado”. Que o beijar, o abraçar, o devorar, são atos naturais, e, portanto, ao serem mostrados, que importa? Ao que responderíamos: existem outros atos naturais, íntimos de intestinos, que nem por isso devem em público ser mostrados. Queremos dizer.

O amor tem um significado que é a própria expressão do humano. Ele se ferramenta, digamos assim, ele transforma em ferramentas a seu serviço tudo o que de bom e de mau ao longo de uma vida, inteligência e sensibilidade juntamos. O tocar das mãos, dos dedos das mãos, o viajar juntinhos, em silêncio, conversando sem palavras, não é já uma eloquência do sentimento? “Nós nos queremos”, insinuam-se os casais com um ser além até da consciência. Se o amor é tão íntimo, para quê demonstrá-lo?

A julgar pelas exteriorizações, os jovens estão cada vez mais apaixonados. Que bom! Mas nos permitam uma reflexão, esse mal da idade. Essa genuína paixão não estaria vestida do exibicionismo do Big Brother? Pois na tevê há um exibicionismo em que os indivíduos mais simplórios viram celebridades. Sob que atos? Ora, pela exibição do que fazem na cama, para toda a gente. É o próprio espetáculo do afeto. Na TV, eles não se dizem, nem têm necessidade de dizer, eu te amo. Os lençóis lhes falam, por eles. Se não há uma cama nos supermercados, que se há de fazer? Se as palavras lhes faltam, agem, com o furor das sugadas no cangote, do amassar dos seios, diante dos olhos de todo nós, numa televisão ao vivo. Nós, os grandes irmãos, nesse papel de voyeur, como um novo Monsieur Jourdain nos dizemos: “Então isso é a paixão, e eu não o sabia”.

Mas por força da distância, imaginemos esses jovens quando as dificuldades da vida baterem à porta. Imaginemo-los naquele tempo em que a doença lhes bater sem aviso e sem agenda. Pior do que tudo, imaginemo-los naquele tempo em que o fogo da paixão tiver queimado o vigor de suas melhores forças. Como reagirão? Se o amor se foi, se a paixão queimou até as cinzas, se os corpinhos sarados perderam a forma, se um beijo, num supremo esforço, não mais substitui a palavra e o sentimento amor....

“Ah, tu vai pensar nisso, é?”, eles podem nos responder. “Era só o que faltava ...esse final num tá no Big Brother”.
por Urariano Mota, no Direto da Redação

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Recado a Davos: “Nova ordem mundial é um ato de inteligência política”

O Brasil está pronto para ser destaque no mundo, mas não da velha ordem e sim de um novo cenário mais justo e democrático, em que as disparidades econômicas e sociais sejam bem menores e haja mais democracia, liberdades públicas e respeito aos direitos humanos. Essa foi a tônica do discurso do presidente Lula lido nesta sexta-feira (29/1) em Davos (Suíça), durante o Fórum Econômico Mundial, pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. O chanceler recebeu o prêmio Estadista Global em nome do presidente brasileiro, que não pode comparecer ao evento por ter tido uma crise de hipertensão momentos antes de embarcar para a Europa.
Lula afirmou que considera inapropriado dizer que o Brasil “está na moda”, porque isso é “fugaz e passageiro”. O Brasil, segundo ele, quer e será ator permanente no cenário do novo mundo.
O Brasil, porém, não quer ser um destaque novo em um mundo velho. A voz brasileira quer proclamar, em alto e bom som, que é possível construir um mundo novo. O Brasil quer ajudar a construir este novo mundo, que todos nós sabemos, não apenas é possível, mas dramaticamente necessário, como ficou claro na recente crise financeira internacional – mesmo para os que não gostam de mudanças.

Para ler a íntegra do discurso, clique aqui.
O presidente brasileiro afirmou em seu discurso que, mais do que um ato de generosidade, a construção da nova ordem mundial é uma “atitude de inteligência política”.
O Brasil, afirmou, está fazendo sua parte. De 2003, quando Lula esteve pela primeira vez em Davos, até hoje, o País viu 31 milhões de pessoas entrarem para a classe média e 20 milhões saírem da pobreza absoluta. A dívida externa foi paga e o Brasil hoje é credor do Fundo Monetário Internacional (FMI). As reservas internacionais saltaram de US$ 38 bilhões para US$ 240 bilhões. O País está consolidando uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo e caminha para se tornar a quinta maior economia do mundo.
Posso dizer, com humildade e realismo, que ainda precisamos avançar muito. Mas ninguém pode negar que o Brasil melhorou. O fato é que Brasil não apenas venceu o desafio de crescer economicamente e incluir socialmente, como provou, aos céticos, que a melhor política de desenvolvimento é o combate à pobreza.
Historicamente, quase todos governantes brasileiros governaram apenas para um terço da população. Para eles, o resto era peso, estorvo, carga. Falavam em arrumar a casa. Mas como é possível arrumar um país deixando dois terços de sua população fora dos benefícios do progresso e da civilização?
Incorporar os mais fracos e os mais necessitados à economia e às políticas públicas não era apenas algo moralmente correto. Era, também, politicamente indispensável e economicamente acertado. Porque só arrumam a casa o pai e a mãe que olham para todos, não deixam que os mais fortes esbulhem os mais fracos, nem aceitam que os mais fracos conformem-se com a submissão e com a injustiça. Uma casa só é forte quando é de todos – e nela todos encontram abrigo, oportunidades e esperanças.
Lula deixou, em seu discurso, algumas perguntas importantes para os participantes do Fórum de Davos:
Pergunto: podemos dizer que, nos últimos sete anos, o mundo caminhou no rumo da diminuição das desigualdades, das guerras, dos conflitos, das tragédias e da pobreza? Podemos dizer que caminhou, mais vigorosamente, em direção a um modelo de respeito ao ser humano e ao meio ambiente? Podemos dizer que interrompeu a marcha da insensatez, que tantas vezes parece nos encaminhar para o abismo social, para o abismo ambiental, para o abismo político e para o abismo moral?
Posso imaginar a resposta sincera que sai do coração de cada um de vocês, porque sinto a mesma perplexidade e a mesma frustração com o mundo em que vivemos. E nós todos, sem exceção, temos uma parcela de responsabilidade nisso tudo.
E lembrou do Haiti para fazer outra provocação:
Vendo os efeitos pavorosos da tragédia do Haiti, também pergunto: quantos Haitis serão necessários para que deixemos de buscar remédios tardios e soluções improvisadas, ao calor do remorso?
Todos nós sabemos que a tragédia do Haiti foi causada por dois tipos de terremotos: o que sacudiu Porto Príncipe, no início deste mês, com a força de 30 bombas atômicas, e o outro, lento e silencioso, que vem corroendo suas entranhas há alguns séculos.
Para este outro terremoto, o mundo fechou os olhos e os ouvidos. Como continua de olhos e ouvidos fechados para o terremoto silencioso que destrói comunidades inteiras na África, na Ásia, na Europa Oriental e nos países mais pobres das Américas.
Será necessário que o terremoto social traga seu epicentro para as grandes metrópoles europeias e norte-americanas para que possamos tomar soluções mais definitivas?
O presidente brasileiro usou o lema do Fórum Social Mundial (FSM) para instigar ainda mais os ouvintes: “Outro mundo e outro caminho são possíveis. Basta que queiramos. E precisamos fazer isso enquanto é tempo”, disse Lula, no discurso lido pelo chanceler Amorim.
Lula disse ainda que é preciso “reinventar o mundo e suas instituições” e resgatar o papel de governar, com criatividade e Justiça.
Não sou apocalíptico, nem estou anunciando o fim do mundo. Estou lançando um brado de otimismo. E dizendo que, mais que nunca, temos nossos destinos em nossas mãos. E toda vez que mãos humanas misturam sonho, criatividade, amor, coragem e justiça, elas conseguem realizar a tarefa divina de construir um novo mundo e uma nova humanidade.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Empregos para os Santanenses

Doze mil postos de trabalho para os santanenses. Aliás, para os permanentemente retirantes santanenses e fronteiriços.


O amigo leitor (a) desavisado pode imaginar que o arremedo de gestor, Wainer “dinovo” fez mágica.

Ou que no projeto de arrancar os “pilas” dos fronteiriços empobrecidos que estacionam no centro  vá gerar todos estes empregos.

Que no “estacionamento Roubativo” que mandará mais de R$ 800 mil/ano para fora da cidade, também vá gerar emprego pro pobrerio.

Ná-na-ni-na-ná.

Na verdade, começou o recrutamento de catadores de maçã em Vacaria.

E, em outras cidades também.

Se o amigo (a) leitor(a) ainda desconhece o que significa o “Estacionamento Roubativo”, leia e escute o que dizem o vereador Glauber Lima-PT e o advogado, economista e radialista Carlos Grisólia da Rosa (Calico).

Aliás, o Calico tem apresentado uma defesa fundamentada e qualificada no programa “conversa do fim do mundo”, contra o “Roubativo”.

Tratando dos empregos da maçã, espero que os catadores que serão recrutados (são milhares por ano), quando retornarem pra fronteira com os pilas nos bolsos, tragam umas maças podres pra jogar nos iluminados das “grandes idéias”.


sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Diálogos



quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

A largada na temporada de bandalheiras 2010, no RS



Atuando como vanguarda política do modelo administrativo de inspiração lúmpen no estado, o jornal Zero Hora, edição de hoje, decreta o fim do complexo da Fase (ex-Febem).


O jornal da família Sirotsky, que também controla uma grande empresa de incorporação imobiliária (a Maiojama), não por acaso, garante que a Fase é o "símbolo de um modelo fracassado de reabilitação de adolescentes infratores".

O partido dos Sirotsky, cujo braço de combate e militância é o jornal ZH, está dando a linha política à sua base de deputados na Assembléia Legislativa, onde tramita o Projeto de Lei 388/2009, que autoriza o Executivo a vender, permutar ou alienar o terreno de 74 hectares onde está sediada a Fase/RS.

Se o complexo da Fase "é um fracasso" - sempre segundo ZH - logo, nada mais natural do que vender a valiosa área pública a quem possa dar à mesma destino mais nobre: condomínios de luxo com vista privilegiada do Guaíba em área com todos os equipamentos urbanos já instalados e à disposição dos futuros adquirentes endinheirados. O jornal-partido do lumpesinato engravatado do RS sequer cogita que o alegado fracasso da Fase não tenha nada a ver com a mina de ouro no qual está localizada, cujo valor está estimado em 160 milhões de reais. O partido ZH prefere jogar a água suja do banho com a criança dentro.

De resto, o PL 388/2009, de iniciativa do Executivo, não oferece nenhuma alternativa para o aperfeiçoamento da instituição Fase, todas as suas mazelas e insucessos - o descumprimento continuado das diretivas e orientações do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - são resultantes de problemas territoriais e de localização, tão-somente. Parece que basta vender o terreno milionário da Fase que todos os seus problemas estarão resolvidos. Como é que nenhum outro governante não teve esse estalo de Vieira antes? A governadora Yeda é de fato um gênio do ECA e da administração pública como um todo!

No final, a matéria de ZH acaba comprometendo gravemente o deputado petista Fabiano Pereira, dizendo-o "favorável à iniciativa", ou melhor dito, à bandalheira-mãe de todas as bandalheiras de 2010.

Com a palavra, pois, o deputado Fabiano Pereira (PT-RS), já duvidando que ele seja passageiro voluntário do trem lúmpen da governadora Yeda e o conglomerado partidário-midiático-imobiliário RBS.

Postagem do Sociólogo Cristovão Feil, titular do Blog Diário Gauche.