quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Barbeiragem de Fogaça faz Porto Alegre perder o metrô


Projeto do traçado inicial é um completo equívoco



A imprensa direitista de Porto Alegre está dando a sua versão sobre o metrô da Capital. Ontem, o prefeito José Fogaça (PMDB) recebeu um redondo não em Brasília. O metrô não tem condições de sair antes da Copa de 2014.

A versão da mídia pode ser resumida pelo que disse ontem à tarde, por volta das 15h, na rádio Gaúcha, o locutor Lasier Martins. Segundo o veterano radialista - uma espécie de voz-do-dono da RBS - "[...]desmancha-se de uma vez por todas essa ilusão que vinha a ser mantida há tantos meses, portanto, o governo federal não vai ajudar ao tão ambicionado metrô de Porto Alegre e tudo aquilo que temos ouvido nos últimos anos não passa de uma engambelação, de uma ilusão, principalmente eleitoreira, o governo federal não tem ou não pode ou não quer as obras do metrô até a Copa do Mundo." [...]

Dito isto, praticamente um veredicto de autoridade, o locutor Martins colocou no ar o senador Paulo Paim (PT-RS). Este, incapaz de oferecer um contraponto ao irrecorrível julgamento do revoltado locutor rebessiano, limitou-se a discorrer - de forma queixosa - sobre o seu demagógico projeto de aumento irreal aos aposentados e pensionistas da previdência.

Hoje, os jornais lamentam a negativa do metrô, mas não informam os motivos do governo federal para fazê-lo. Semeando confusão, querem fazer acreditar que há uma má vontade do governo da União ou uma "engambelação para fins eleitorais" como se referiu o locutor da rádio Gaúcha. O argumento é anêmico, não resiste a um sopro de pulga: como se explica que uma negativa pode visar vantagens eleitorais?

A verdade é a seguinte, no que se refere ao metrô de Porto Alegre: o traçado inicial é um completo equívoco, uma "barbeiragem", como diz o governador Serra a respeito de suas próprias obras cadentes, não atende a exigência básica de um projeto urbanístico de cunho eminentemente social, qual seja, o de atender o conjunto da população em tempo integral e sem prazo de validade. Proposto pela Prefeitura Municipal de Porto Alegre, gestão José Fogaça, o projeto inicial do metrô vai do Mercado Público, no Centro, ao estádio Beira-Rio, na avenida Padre Cacique, portanto, ao contemplar somente o público do futebol, por mais prioritário que este possa ser, exclui liminarmante áreas mais densas e usuários do transporte público coletivo com demandas mais importantes e permanentes do ponto de vista social, econômico e ambiental.

Assim, é relevante que o locutor da Gaúcha e os jornais direitistas apontem as suas baterias de críticas em outra direção, mais precisamente mirando o Paço Municipal de Porto Alegre, gabinete do prefeito José Fogaça. Com a disposição equivalente a de um tropeiro de lesmas, Fogaça perde o metrô, mas quem sai prejudicado é a população de Porto Alegre.

Texto do sociólogo Cristovam Feil

do imperdivel blog Diario Gauche

sábado, 14 de novembro de 2009

O apagão do Zé Pedágio: desabou o Roubanel dos Tunganos


Saiu no site da Agência Brasil:
Três vigas de sustentação de um viaduto na Rodovia Régis Bittencourt, altura do quilômetro 270 sentido São Paulo, caíram hoje (13) por volta das 21h15. O viaduto faz parte das obras do Rodoanel.
A Polícia Rodoviária Federal informou à Agência Brasil que cinco veículos foram atingidos – um caminhão e quatro carros. Não há informações de mortes. Uma pessoa foi socorrida e está em estado grave e outra com ferimento leve, segundo a polícia.
A Rodovia Régis Bittencourt está interditada no sentido São Paulo e os carros estão fazendo um desvio por dentro do município de Embu das Artes, onde ocorreu o acidente.

O PiG (*) paulista passou a dar cobertura ao engarrafamento na Régis Bittencourt.O PiG paulista vai tentar esconder o fracasso desse monumento à incompetência dos tucanos.
Há 15 anos eles tentam construir uma estrada que ficou conhecida como Roubanel dos Tunganos e não conseguem.
O Zé Pedágio sumiu depois da abertura solene e trágica da cratera do metrô.
Até hoje ele não disse uma palavra sobre o assunto, embora o Ministério Público já tenha indiciado os criminosos.
Sobre o desabamento do Roubanel dos Tunganos, Zé Pedágio pronunciou-se: admitiu haver falhas na obra.
Ele é um gênio.
É impossível haver economista competente mais competente do que ele.
Embora não se economista nem competente, como já demonstrou à exaustão o Conversa Afiada.
O PiG omitirá o desabamento, ou o Ali Camel (**) será capaz de demonstrar que foi uma forma genial de o Zé Pedágio aperfeiçoar a obra inacabada.
Em tempo: é provável que um dos motivos da cratera do metrô tenha sido a pressa do então candidato a presidência da República Geraldo Alckmin em entregar a obra aos eleitores. O desabamento do Roubanel pode ter tido a mesma motivação.
leia mais no Conversa Afiada

terça-feira, 10 de novembro de 2009

"Estou Puta!" - Flash Mob em Porto Alegre




Realize Flash Mob ESTOU PUTA em sua cidade na sexta-feira 13 - dia das bruxas - em protesto as turbas, aos bullyng, à violência contra as mulheres em defesa da liberdade de expressão textual, corporal, visceral.

Em Porto Alegre, realizaremos flash mob de SAIA dia 13 de novembro às 19h no centro da feira do livro próximo ao balcão de informações.

Solicitamos que tomem a iniciativa, repliquem em torpedos, blogs, twiter, facebook, orkut, ligações, encontros, please!

O fato da reitoria ter voltado atrás na sua decisão de expulsão da guria não pode desmobilizar... nossa luta atual é contra o "retrocesso".

Sugestão da Ana Terra [de São Paulo] para flash mob de saia: ESTOU PUTA.

SAIA de SAIA,

SAIA como quiser!!!

Muda OAB


MANIFESTO PELA DEMOCRACIA NA OAB - MOVIMENTO MUDA OAB – CHAPA 3

No próximo dia 16 de novembro acontecem as eleições para a nova direção da OAB/RS. O advogado Leonardo Kauer concorre pela chapa 3 (foto), tendo como candidata à vice a advogada Mônica Montanari. Segundo consta na apresentação da chapa 3, de oposição, "o Muda OAB é um movimento de advogados e advogadas que se constituiu em 2003, diante da compreensão que tinham em comum de que a Ordem precisava de uma renovação substancial, eis que os grupos políticos que vinham, e ainda vêm se alternando no poder da entidade, em pouco ou nada diferiam". Leia a seguir o Manifesto da chapa Muda OAB:

O Movimento MUDA OAB – Chapa 3 – dirige-se aos colegas advogados e advogadas do Rio Grande do Sul e do Brasil para reiterar o compromisso de lutar pela implantação do DECÁLOGO DA MUDANÇA* e trabalhar pela democratização da Ordem dos Advogados do Brasil.

O Movimento Muda OAB surgiu diante da necessidade sentida pelos colegas de romper com o revezamento entre as duas facções que historicamente administram a OAB/RS e implantar imediatamente tais mudanças.

A evolução civilizatória amalgamou os conceitos de democracia e república. Apreendemos na Faculdade de Direito que a república é uma forma de governo caracterizada na essência pela temporalidade dos mandatos dos governantes e a democracia é um regime de governo caracterizado pelo reconhecimento de que o poder político emana da soberania popular. A idéia de república impõe o exercício temporário e desinteressado do poder e a democracia não existe sem o governo pelo povo.

Tristes tempos em que – mesmo diante da ausência de qualquer instrumento de controle do poder – a autoproclamação da honestidade e da transparência constituem bandeiras de gestão para uma entidade. Mas o que deveria ser pressuposto revela apenas uma atenção maior com a forma e a aparência das coisas, pois ainda hoje, dentre tantas mazelas, somos brindados com a velha prática de EDIÇÕES ESPECIAIS da "Revista da OAB" com dezenas de fotos do candidato oficial nas vésperas da eleição. Mas é apenas mais um dentro de um sistema que gerou e segue gerando dividendos de toda natureza para um seleto grupo de pessoas que se alternam em duas facções de uma mesma autocracia, incluindo "rompimentos" de última hora e mudanças de lado com o propósito de continuar dentro da "máquina". Uma estrutura que gerencia milhões de reais arrecadados compulsoriamente dos advogados e que ignora o sentido republicano de um controle externo de contas.

A ausência de critérios universais para a indicação do quinto constitucional é outro motivo de constrangimento público para a advocacia e contrasta com o silêncio dos dirigentes e correligionários postulantes ao título de magistrados diante das violações diárias das prerrogativas profissionais no Foro e do aviltamento dos honorários profissionais e do mercado de trabalho do advogado.

Todos esses fatos têm uma origem comum: o sistema de partido único que vigora nos conselhos da entidade, onde a Chapa que recebe o maior número de votos na eleição, quase sempre uma fração inferior a maioria da totalidade dos eleitores, administra sozinha os interesses da advocacia. O propósito de exclusão dos advogados e advogadas do quotidiano da entidade fica ainda mais evidente diante do medo do voto direto e do sistema de concílio adotado para a escolha do Presidente Nacional, pois a cada três anos um novo dirigente é apresentado para todos sem ter havido a participação da advocacia na sua escolha.

É manifesta a ausência de identidade com as concepções democráticas de gestão da coisa pública e do ideário republicano, definidoras da própria consciência pública e do bem comum, o que foi construído no curso da experiência histórica brasileira. A OAB vive no espectro da República Velha. A negação dos valores da isonomia, da cidadania, do pluralismo político e da ordem democrática, consagrados na Constituição Federal e no Estado Democrático de Direito, revelam o descompasso da OAB com o conjunto da profissão e dos princípios constitucionais que regem a república.

É URGENTE UMA REFORMA INSTITUCIONAL NA OAB PARA QUE SEJAM IMPLANTADAS ELEIÇÕES DIRETAS PARA PRESIDENTE NACIONAL DA ENTIDADE E PROPORCIONALIDADE ENTRE OS DIVERSOS SEGMENTOS DE OPINIÃO DA PROFISSÃO NA COMPOSIÇÃO DOS CONSELHOS SECCIONAIS E DO CONSELHO FEDERAL.

O Brasil precisa da OAB e a advocacia precisa de uma entidade democrática para zelar pela profissão e bem servir ao país.

Participe! O Movimento MUDA OAB – Chapa 3 – conta com o teu apoio.

VOTE PARA MUDAR! VOTE CHAPA 3: MUDA OAB!

*Carta de princípios do Movimento Muda OAB (Decálogo da Mudança).

Fonte: sítio da Chapa Muda OAB: http://www.mudaoab.com/index.php

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

HUPPER E A INVEJA




domingo, 8 de novembro de 2009

Uniban, a espetacular fábrica de canalhas


Em anúncios publicados nos jornalões paulistas de 8 de Novembro, a Universidade Bandeirante (Uniban) anuncia que decidiu expulsar a aluna Geisy Arruda.

A estudante de Turismo sofreu bárbaro assédio coletivo no dia 22 de Outubro, na unidade de São Bernardo do Campo. O motivo: trajar na ocasião um vestido curto, num tom cereja.

O texto publicado pela Uniban deve converter-se imediatamente em peça de estudo para juristas, educadores, antropólogos e sociólogos.

A universidade preferiu punir a vítima e inventar uma justificativa pitoresca para o espetáculo do bullying, registrado por câmeras do próprios alunos e vergonhosamente exposto ao mundo pelo Youtube.

Segundo os negociantes da educação, "a atitude provocativa da aluna resultou numa reação coletiva de defesa do ambiente escolar".

Seria cômico se não fosse trágico. A Uniban, mais uma das uniesquinas do Brasil, considera "defesa do ambiente escolar" a agitação do bando que ameaçava estuprar a colega e que a perseguiu aos gritos de "puta, puta, puta".

Alheia a valores e princípios, a Uniban pautou-se unicamente pela doutrina da preservação do lucro. Expulsou a mocinha da periferia e manteve as centenas de vândalos que a molestaram.

Defendeu, assim, a receita, a contabilidade, mesmo sob o risco de macular para sempre sua imagem.

Em "Psicologia das Multidões", Gustave Le Bon refere-se com clareza ao fenômeno da sugestão em movimentos de multidões.

Diz ele: "Os indivíduos de uma multidão que possuem uma personalidade bastante forte para resistirem à sugestão são em número tão diminuto que acabam por ser arrastados pela corrente".

Le Bon lembra que, em determinadas situações, a multidão transforma o indivíduo civilizado num bárbaro, num ser primitivo, movido pelo instinto, que vibra com o ataque ao inimigo inferiorizado.

Poucas vezes se viu isso tão claramente quanto no episódio de 22 de Outubro. Há garotas inconformadas com a sina; afinal, não têm o corpão de Geisy. Há machões conquistadores não correspondidos, movidos pelo instinto de vingança. Por fim, a turba ignara que se diverte com a perseguição, algo muito semelhante à farra do boi.

A curvilínea e voluptuosa Geisy, que concedeu entrevistas aos programas televisivos vespertinos, exibiu-se no mesmo vestido que gerou a fúria de seus colegas de universidade.

Nada formidavelmente pecaminoso como se poderia imaginar. Aliás, fosse ela mirrada e poucos notariam a ousadia de suas vestes.

Esses aspectos objetivos da questão foram ladinamente desconsiderados pela direção da universidade.

Em nome do "negócio", a Uniban preferiu investir na fabricação de canalhas.

A decisão funciona como um sinal verde para os moralistas cafajestes de todos os tipos. Esse incentivo criminoso, pois, não se limita aos clientes da instituição, mas ao conjunto dos estudantes brasileiros.

Paulo Freire, costumava advertir os educadores com a seguinte frase:

"Conhecer é tarefa de sujeitos, não de objetos. E é como sujeito, e somente enquanto sujeito, que o homem pode realmente conhecer".

No caso em debate, a Uniban fez exatamente o contrário. Desprezou o sujeito, deseducando-o. Concomitantemente, priorizou o objeto, isto é, seu negócio, o prédio iluminado vendedor de diplomas.

Dessa forma, trocou todas as regras da civilidade por um repugnante código de carceragem.

O episódio Geisy revela a decadência do ensino universitário brasileiro, transformado em oportunidade de mercado. Essa é a herança do regime militar e dos governos conservadores que o seguiram, sobretudo aquele do privateiro Fernando Henrique Cardoso.

Ironicamente, o bajulado professor uspeano de tudo fez para esculhambar o ensino público de qualidade, entregando o sagrado ofício da educação às máfias dos certificados e aos traficantes de títulos acadêmicos.

Tempos de provação. E, como formigas, os canalhas saem aos montes dessas instituições, prontos a divinizar o pensamento neoliberal e a Lei de Gérson, seduzidos à barbárie por diversão.
Mauro Carrara


sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Música na sexta feira

Vamos pro boteco amigo (a) leitor (a), vamos tomar todas e batucar na mesa, clica aí no link e assista o vídeo Adoniran Barbosa e Elis Regina, em 1978, no Bexiga