sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Jornalismo B completa 4 anos


No dia 1º de outubro de 2007 nascia o Jornalismo B. Quatro anos depois são mais de quinhentos mil acessos ao blog, quase 6 mil followers no Twitter e 28 edições do Jornalismo B Impresso. Tudo isso já é muito, mas ainda é pouco. O fortalecimento da mídia independente é o objetivo fundamental, e o espaço para uma mídia democrática no Brasil ainda é muito pequeno para acharmos que vamos bem.
O Jornalismo B é um desses espaços, construído diariamente por todos que lêem e comentam no blog, divulgam os posts, acompanham e assinam o Jornalismo B Impresso e colaboram das mais diversas formas na construção do conteúdo. O Jornalismo B Impresso, com quase um ano e meio circulando, vem ocupando terreno importante. Enquanto o blog visa desconstruir o discurso da grande mídia, das elites, o jornal reconstrói esse discurso a partir de uma perspectiva à esquerda, democrática, popular.
Para quem pensa o mundo a partir dessa linha, assinar o Jornalismo B Impresso é uma forma de ver suas ideias difundidas, divulgadas, expandidas. Assinar o Jornalismo B Impresso é participar dessa luta e ajudar a fortalecer a mídia independente. Com esse entendimento e como forma de reconhecimento da importância dos assinantes para o Jornalismo B, o mês de aniversário do blog será mês de promoção.
Todas as pessoas que assinarem o jornal no mês de outubro concorrerão ao livro João do Rio: um dândi na Cafelândia, uma seleção de textos de um dos grandes jornalistas e escritores brasileiros. Para quem já assina, não há problema: renovar a assinatura em outubro também dá direito a concorrer. Dessa forma, reforçamos o trabalho conjunto com os leitores que nos acompanham e apoiam. A promoção é mais um resultado da parceria com a livraria Letras e Cia, parceira do Jornalismo B há bastante tempo.

Porque hoje é sexta, e chove

A inflação sobe, mas cai, entendeu?

Há um mês, quando saiu o IGP-M de agosto, as manchetes foram iguais: “sobe a inflação do aluguel”.
O noticiário pouca ou nenhuma menção fazia ao fato de que a variação acumulada, que vale tanto para o reajuste do aluguel quanto para a avaliação da situação da economia caíra, outra vez, de 8,35% para 8%.
Este mês, a história se repete.
O IGP-M de setembro deste ano (+0,65%) substitui, na série anual, o de 2010 (+1,15%), o que leva o acumulado em 12 meses a cair agora de 8% para 7,46%.
E, como outubro e novembro tiveram, ano passado, valores altos (1,01% e 1,45%, respectivamente), embora o próximo IGP-M vá absorver o restante do reajuste do dólar – é um índice mais sensível ao câmbio, a tendência é de baixa, para terminar o ano na faixa dos 6%.
Isso quer dizer pouco mais da metade do IGP-M acumulado em dezembro do ano passado, que foi de 11,32%.
Como isso não ajuda o clima de terrorismo econômico, não é explicado na maioria dos jornais.
Precisamos de um caos, não é?

Clique no gráfico pra ampliar

Leia mais no Tijolaço

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Fidelidade partidária


O PSD, que teve o seu registro autorizado ontem pela Justiça Eleitoral, nasce com cerca de 50 deputados e dois senadores. Já pode entrar com força no jogo de barganhas a que o Congresso se dedica com extrema assiduidade e eficiência. Afinal, entre seus integrantes estão parlamentares bem acostumados com essa prática.
O pessoal da direita acha que pode emplacar o voto distrital numa hipotética reforma eleitoral, para assim eleger milhares de coronéis pelo Brasil afora.
A turma da esquerda bota fé no financiamento público de campanha para frear a corrida desenfreada pelo caixa 2 em que se transformaram as eleições.
Cada um puxa a sardinha para o seu lado. E se esquece do principal ponto a ser debatido se quiserem fazer uma mudança para valer nas regras políticas - a fidelidade partidária.
Isso porque não é possível que as coisas continuem do jeito que estão, com a possibilidade de um partido nascer já com uma representação parlamentar maior do que vários outros estabelecidos há décadas, como o caso desse PSD.
Se quiserem mesmo que o país tenha uma legislação política/eleitoral que sirva para fortalecer a democracia é preciso dar um basta definitivo a esse troca-troca que os parlamentares ficam fazendo, levando os seus mandatos para quem pagar mais por eles.
Ora, ninguém pode obrigar um sujeito a ficar no lugar onde ele não se sente mais à vontade, ou que mudou seu modo de agir. Ele tem  todo o direito de ir embora, mas sem levar o mandato que conseguiu para outra agremiação. O certo é que vá embora e deixe o mandato para alguém do partido que está abandonando. E essa regra não pode ter exceção.
Ouço desde sempre que é preciso que o Brasil tenha partidos ideológicos e não fisiológicos como hoje. Mas como será isso possível se um tipo como o prefeito paulistano Gilberto Kassab, de absoluta inexpressidade, acabe, de uma hora para outra, virando uma liderança nacional só porque viu uma brecha na legislação que o permitiu sair da porcaria de partido em que estava para formar um novo?
Ora, convenhamos, não há mundo melhor para os oportunistas que apostam na política como o investimento mais lucrativo do que deixar tudo como está.
Ou mexer de modo que tudo continue como sempre foi.

Charla pescada nas imperdíveis Crônicas do Motta

Saiu o ranking da carga tributária 2010: Brasil em 31º

Compilei os dados da carga tributária de 183 países relativa a 2010. Muita gente precisa ver isto, principalmente comentaristas econômicos da velha mídia e os políticos da oposição.

A primeira tabela mostra a carga de impostos com relação ao Produto Interno Bruto (PIB), com dados da organização conservadora The Heritage Foundation. O Brasil ficou no 31º lugar em carga tributária. Existem 30 países com carga tributária maior que a do Brasil. Destes, 27 são países de grande desenvolvimento humano, europeus em geral.

Aí, confrontada com a realidade, a velha mídia vai dizer: "Ah, mas a população não vê o resultados dos impostos recolhidos". Para este  tipo de mentalidade, preparei a segunda tabela, com os países ordenados pela arrecadação per capita. O Brasil está em 52º lugar em arrecadação per capita, recolhendo 5 vezes menos que os países desenvolvidos.

Querem nível de vida escandinavo com arrecadação de emergente? É a pobreza, estúpido!

Aí vão dizer: "A situação estaria bem melhor se não fosse a corrupção!". Será? Um estudo da Fundação Getúlio Vargas mostrou que a corrupção impacta 2% (dois por cento) de nosso PIB. Na década, o TCU apanhou 7 bilhões de reais por ano em corrupção, mas a sonegação fiscal anual atinge 200 bilhões de reais, segundo pesquisa do Instituto de estudos tributários IBPT. Por que o movimento "Cansei 2.0" não vai às ruas contra a sonegação, que é 28 vezes pior que a corrupção? Espero que se indignem 28 vezes mais...

Essa neo-UDN
Extraído do Blog : O Homem que Calculava

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Pra refrescar memórias

A Globo é o escorpião da piada. Afunda junto, mas pica


O Chico Pinheiro começou o Bom (?) Dia Brasil com a elegia da catástrofe: bancos fechados, na pesquisa Focus, inflação é a hiper-inflação – clique aqui para ler “mercado quer juros mais altos e a Globo também”, o preço do cafezinho chega ao preço de uma Veuve Clicquot, os carros importados serão soterrados pelo IPI, o bondinho do Pão de Açúcar se chocou com o Cristo Redentor, a Miriam Leitão recebeu o Nobel de Economia etc etc etc.

Ela agora dá aulas, com telão e gráficos que fazem muito sucesso lá em Marechal.

Todo mundo entende.

Ela se inflama quando fala da meta da inflação: é acima da meta !!!

Parece o Fred batendo pênalti.

Ela assumiu oficialmente a função de consertar o Brasil e o mundo.

Preside o FMI, o Banco Central americano e Europeu.

Simultaneamente.

Ela é um jenio.

O Bom (?) Dia chutou o balde: assumiu o poder da oposição de forma irrevogável.

É como se fosse o horário eleitoral gratuito do PSDB.

Todo dia.

Quer dizer, não era o Renato Machado.

É mais em cima.

Aí, liga o Vasco, navegante de longo curso, desesperado,  depois de uma temporada em alto mar:

- O que é isso ? A Globo quer afundar o Brasil ?, ele pergunta.

- Quer !

- Mas, ela vai junto !

- Iria.

- Não, mas desse jeito, com a oposição mais furiosa, elas acabam afundando o Brasil.

- É o escorpião da piada. Afunda junto, mas pica.

- Isso é um suicídio.

- Só que o Brasil não afunda.

- E aí, como fica ?

- O Brasil fica e a Globo afunda.

Pano rápido.


Leia mais no Conversa Afiada