quarta-feira, 9 de março de 2011

O governo guasca não é petista?



No final de semana carnavalesco na fronteira tive encontros e conversas até certo ponto inusitadas. Pessoas que te imaginam parte ativa do governo, que te fazem perguntas efetivas e cobram posições. É como se você tivesse que responder por governos ou políticas de governo. Numa roda com professores estaduais, alguns filiados ao PT e outros não, fui questionado sobre salários do magistério, piso nacional e plano de carreira. As Professoras mais exaltadas me diziam:
Este é o governo do PT, vocês vão mexer no nosso plano de carreira?
Tarso Genro vai pagar o piso nacional?
Ele fará como Yeda que se propôs a pagar o piso e nos retirar direitos?
Quando o barco começa a fazer água a melhor decisão é colocar o colete salva-vidas, aliás, esta deveria ser a primeira providencia ao entrar no barco. Quase que numa braçada de afogado, brequei a discussão com uma sinceridade inconfundível!
Péra lá! O governo não é petista.
Como assim, não é petista? Me retrucaram.
Vocês ganharam a eleição, tu está querendo nos conversar? Sabemos da tua capacidade de argumentação, entretanto não somos ingenuas amigo. O discurso não era este.
Ok! Quero dizer a vocês que sei do compromisso do governador, não apenas com o piso nacional, mas, também com o plano de carreira do magistério estadual. Entretanto, o governo não é petista. Entenderam? O governador é petista, mas, o governo em sua maioria é não petista.
É bem verdade que a secretaria de educação é do PT, mas, mesmo assim existem vários partidos que compõem esta secretaria.
O governo do Rio Grande é um governo de coalizão, pior, é um governo de “transversalidade”.
Creio que me enrolei mais ao dar este tipo de explicação. Elas voltaram a carga.
Isto, é mais um subterfúgio pra fugir dos compromissos. Tu sempre tenta te safar das discussões e defender teus amigos petistas. Tu também deve estar no governo da Dilma ou do Tarso.
Não. Não é verdade isso. Perguntem aos petistas do governo, eles dirão a vocês que a tal transversalidade existe.
Vocês lembram do Lara? Aquele deputado aqui de Bagé? Aquele que fez um carnaval no 20 de setembro no governo do Rigotto?
Claro que lembramos, me contestam. Ele também foi secretário do governo Yeda.
Pois é, me exibo, já meio recuperado.
Ele também é secretário neste governo.
E, lhes digo mais. Lembram do PDT? Aquele partido que era vice do Fogaça?
Sim, me respondem. O que tem eles?
Estão no governo. São os donos da saúde.
Da saúde? Me questionam.
Sim, da saúde e mais um lote de diretorias nas mais diversas secretarias. Isso é a transversalidade.
É uma salada de partidos misturadas em varias secretarias e departamentos. Digo mais, além dos partidos aliados, dos que concorreram contra o PT, ainda existem os remanescentes do PMDB e PSDB que continuam neste governo.
Portanto, o governo do Rio Grande do Sul, não é um governo petista.
É um governo “transversal e de coalizão”.
Tenho a impressão real que saí desta discussão como mentiroso, conversador.

4 comentários:

  1. José Renato Moura10 de março de 2011 09:25

    Olá Gilmar. Acho que não nos conhecemos. Concorri a Prefeito em Dom Pedrito na última eleição, pelo PT, depois fui transferido para São Luiz Gonzaga. Não ia muito a Livramento. Tomei a liberdade de copiar esta postagem e reproduzir no meu blog, pois contempla muitas coisas que temos passado aqui. http://joserenatomoura.blogspot.com. Abração.

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  2. Não votei no Tarso, mas estou gostando muito de seu governo: sem ressentimentos, sem ideologias, sem trololós e faz bem em fixar o teto em 17 mil e mexer nas estruturas medievais do ensino público, no plano de carreira da época do Amaralzinho) para que ele tenha mais condições de fazer o que efetivamente importa: inclusão social dos excluídos. O resto é conservadorismo daqueles que querem manter o status quo.

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  3. Atualmente apolítica esta voltada ao poder e não o interesse do povo.Eles estão só pensando em cargos para seus companheiros CCs ai tem retorno de verba para os partidos o povo que se explodem. Para chegar ao poder se aliam ao diabo se precisar eu não confio mais em político nenhum todos para mim são sem-vergonha para não disser la....Pessoas de bem atualmente não vão para política.. Voto facultativo já.Eu não quero votar e só obrigado a comparecer as urnas para votar hulo..

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  4. Professor Jefferson da Silva Borges disse:
    Mentira é sempre falta de verdade ou,porque não dizer: pura sacanagem mesmo.Não podemos aceitar explicações pedantes de políticos, mais preocupados com os interesses de lobistas e de "CCs".Os mesmos agentes que enchem jornais e corredores de governos com intrigas contra aquelas categorias que realmente justificam a existência de um Estado:professores,profissionais da saúde,professores,brigadianos e professores de novo,entre outras categorias que lidam diretamente com povo(perdoem-me a redundancia, mas vivemos em tempos de abuso geral de liberdade poética).Se o atual governo do Estado do Rio Grande do Sul não cumprir minimamente seus compromissos de campanha eleitoral será ainda mais "sacana" do que qualquer outro governo que já sofreu a oposição do PT.Não quero acreditar que esta história vai repetir-se, mas parece que muitos "aliados do Governo" que vazam notícias desestimulantes às categorias mais trabalhadoras do nosso Rio Grande (sempre para os mesmos jornalistas)querem ver a desmoralização geral do recente governador.Como eu já disse: vivemos em tempos de abuso de liberdade poética, pena que quase sempre pelas bocas dos mesmos, para justificar absurdos!

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